Escola Judite Duarte de Oliveira promove Mostra Científica com projetos sobre o rio Sangão

Feira ocorre nesta sexta-feira, dia 8, na Escola Judite Duarte de Oliveira

Por Samuel Borges - samuel.borges@engeplus.com.br

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Escola Judite Duarte de Oliveira promove Mostra Científica com projetos sobre o rio Sangão
Foto: Arquivo pessoal

A Escola Municipal Judite Duarte de Oliveira, localizada no bairro Sangão, em Criciúma, promove nesta sexta-feira, dia 8, a 1ª Mostra Científica da Judite (Mociju). A iniciativa terá como tema “Sangão, o nosso rio”. A Mociju, que terá 40 pesquisas de alunos da Educação Infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental, tem como um de seus objetivos introduzir esses jovens aos métodos de pesquisa. Os estandes do evento poderão ser visitados por toda a comunidade das 10 horas às 11h30 e das 13h30 às 16 horas. A abertura está marcada para as 9 horas.

Para a diretora da escola, Scheila da Rosa Rocha Serafim, a Mociju oferece uma experiência de ensino única aos estudantes. "Eles terão a oportunidade de aplicar na prática os conceitos teóricos adquiridos por meio da pesquisa, experimentação e comunicação, que são fundamentais para a formação de cidadãos críticos e atuantes. Além disso, eles poderão apresentar seus projetos e compartilhar seus conhecimentos com a comunidade escolar", observa a diretora.

A auxiliar de direção da escola, Carla Melo da Silva, entende que trabalhar com pesquisa na educação básica desenvolve habilidades e competências variadas em uma criança. “No processo da pesquisa em sala de aula, diversas ações de perspectivas teóricas das metodologias ativas são aplicadas, como o seminário, discussão em grupo, a sala de aula invertida, a escrita compartilhada, entre outros”, exemplifica.

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Segundo Carla, o projeto está em andamento desde fevereiro na escola, e os professores passaram por capacitações para trabalhar a pesquisa nesse ambiente. "A metodologia da pesquisa em sala de aula compreende três fases, o questionar, a construção de argumentos e a comunicação dos resultados”, afirma.

Questionar

Para despertar a curiosidade e transformar os alunos em verdadeiros questionadores, a escola propôs um tema familiar para o projeto. “Nossos estudantes vivem as realidades e problemáticas do dia a dia do rio Sangão”, lembra a auxiliar.

Os alunos tiveram um período para pensar e levantar problemas encontrados na própria comunidade para então escolher os temas dos trabalhos. “A partir disso, os grupos fizeram as suas inscrições, apresentando um resumo da proposta de pesquisa.”, conta Carla.

Construir argumentos

“A construção de argumentos se dá para além das paredes da sala de aula”, afirma Carla. A auxiliar de direção da escola ressalta que esse é o pressuposto da pesquisa com princípio educativo. “Então para construir esse conhecimento, é preciso consultar outras fontes”, prossegue.

A proposta de pesquisa, conforme Carla, contou com a colaboração do Comitê do Rio Araranguá, da Diretoria de Meio Ambiente de Criciúma (DMACRI), da Defesa Civil, do Projeto de Fortalecimento dos Comitês de Bacia Hidrográfica do Sul Catarinense da Unesc (ProFor Águas), do Programa de Pós-Graduação de Ciências Ambientais da Unesc, de biólogos e de outras pessoas que trabalham na área ambiental na região.

Os grupos assistiram palestras de convidados e visitaram diferentes locais para entenderem como acontece o processo de pesquisa. “As visitas e conversas com esses profissionais deram subsídio para a construção de argumentos dos nossos estudantes, que a partir daí realizaram seus trabalhos”, pontua Carla.

Comunicar resultados

Dentre os objetos de pesquisa estiveram a importância da mata ciliar para o rio Sangão, os principais poluentes do rio Sangão, barco coletor de lixo, o carvão como principal poluente do rio Sangão, as aves do rio Sangão e a sua contribuição para a mata ciliar e a preservação das espécies, o desassoreamento, o local adequado para os rejeitos e o uso das águas do rio para agricultura.

“A Mostra Científica é justamente a comunicação dos resultados. A preparação foi grande, não se trata de trabalhos feitos de um dia para o outro, mas sim de um pontapé inicial nessa nossa proposta de ensino com pesquisa, e que já mostra frutos”, destaca a auxiliar de direção da escola.

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