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Especial - Um ano da tragédia

Por Redação Engeplus

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Moradores do Sul do Estado recordam nesta quinta-feira uma tragédia que abalou a região. Na manhã do dia 10 de agosto de 2005 uma falha estrutural provocou o afundamento do prédio onde funcionava a agência dos Correios no município de Içara, matando quatro pessoas e ferindo outras 11.

Passados 12 meses, o caso ainda está longe de chegar ao seu final. Segundo o Promotor de Justiça Marcio Cota, que acompanha o caso, a expectativa é de que o julgamento seja realizado ainda este ano.

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"O caso está sendo tratado com prioridade. Já ouvimos as testemunhas de defesa e na próxima semana ouviremos as de acusação. Porém, é preciso frisar que ainda caberá recurso", argumenta o Promotor

Depois do acidente a prefeitura decidiu redobrar a fiscalização em todas as obras em andamento no município. Uma comissão também foi criada para vistoriar os prédios já concluídos e tentar detectar problemas que possam provocar acidentes como o registrado há um ano.

Enquanto isso as vítimas do acidente seguem tentando se recuperar e esquecer da tragédia. Ex-funcionário da câmara de Vereadores Ladair Colle, 60, foi o último a ser retirado dos escombros. O homem que passou o dia soterrado hoje anda com dificuldade e não consegue tirar da lembrança os momentos de horror.

Funcionário dos Correios, Odilon Teixeira, 41, é outro que luta para se recuperar. Sem falar muito, orientado pelo advogado, ele apenas diz que está levando a vida. "Continuo indo na fisioterapeuta e indo ao psicólogo e seguindo a vida", conta.

HERÓI PROMOVIDO

Era manhã de quarta-feira quando Vanderlei Pereira de Oliveira, 38, então Soldado do Corpo de Bombeiros de Criciúma recebeu um chamado, dando conta de que a agência do Corpo de Bombeiros de Içara havia desabado. Ao lado de outros colegas ele chegou ao local e viu com surpresa a cena de destruição provocada pelo acidente.

Depois de ouvir gritos de socorro ele se arrastou por uma pequena fenda de 40 centímetros e lentamente conseguiu resgatar com vida duas das vítimas. O ato de bravura rendeu a Pereira uma promoção, que o garantiu como Cabo do Corpo de Bombeiros.

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Além dos 11 feridos a tragédia de Içara terminou com a morte da aposentada Pedra Borges de Souza, 57, da comerciante Nadia Borges, 39, do empresário Nivaldo Fernandes, 40, e do gerente da agência local dos Correios Mario de Ávilla, 49.


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