Especialistas apontam eutanásia como solução ética para encalhe de baleia jubarte em Jaguaruna

O procedimento será feito de acordo com as diretrizes da Resolução nº 1000

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Especialistas apontam eutanásia como solução ética para encalhe de baleia jubarte em Jaguaruna
Foto: Gustavo Souza / NDTV

O encalhe de uma baleia jubarte (Megaptera angliae) viva na praia de Balneário Esplanada, em Jaguaruna/SC, mobilizou a população da região para tentar salvar o animal. Durante todo o dia de ontem e hoje, dezenas de cidadãos e cidadãs voluntários, bombeiros, pesquisadores e as instituições que compõem o Protocolo de Encalhes e Enredamentos de Cetáceos da APA da Baleia Franca fizeram todos os esforços possíveis com os meios disponíveis para tentar resgatar o animal, sem sucesso.

Uma tentativa prevista para ocorrer hoje, com uso de embarcações para tentar rebocar a baleia para o oceano precisou ser abortada devido à piora das condições climáticas, com ondas entre 2 e 3 metros e vendavais, que devem continuar pelos próximos dias.

Com as más condições climáticas (com perspectiva de piora nos próximos dias) impedindo o uso de embarcações para o resgate e considerando o sofrimento do animal já exausto após dois dias encalhado, pesquisadores especialistas e veterinários das instituições do Protocolo, com vasta experiência no atendimento de encalhes de animais vivos, chegaram à conclusão de que o procedimento ético e correto a ser adotado é a eutanásia da baleia.

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O procedimento será feito de acordo com as diretrizes da Resolução nº 1000, de 11 de maio de 2012, do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o qual institui normas reguladoras de procedimentos relativos à eutanásia em animais.

A tomada de decisão pela eutanásia deu-se de acordo com documento supracitado, consoante com o art. 3º e seu inciso I, “A eutanásia pode ser indicada nas situações em que: I - o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos.” Após o procedimento, será feita a necropsia para pesquisa da causa do encalhe do espécime.

O ICMBio/APA da Baleia Franca foi avisado da ocorrência no início da manhã de ontem e imediatamente acionou o Protocolo de Encalhes, fazendo contatos com as instituições participantes. Equipes do Instituto Australis, UDESC Laguna, R3Animal, Educamar, UNESC, Defesa Civil, Prefeitura de Jaguaruna, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Capitania dos Portos que foram ao local e iniciaram os procedimentos de tentar liberar a baleia de 11 metros, com peso estimado em 12 toneladas.

“É triste, mas temos consciência de que todos os esforços possíveis para salvar a baleia foram feitos, a eutanásia restou como a única alternativa para minorar o sofrimento do animal, uma vez que com as condições climáticas adversas e o estado de saúde da baleia após dois dias encalhada não será possível continuar tentando desencalhá-la”, lamenta a chefe da APA da Baleia Franca, Renata Vargas.

A coordenação do Protocolo é formada pela APA da Baleia Franca/ICMBio, Instituto Australis, Associação R3 Animal, UDESC, Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, da UNESC, APA da Baleia Franca, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e a Policia Militar Ambiental. Um trabalho em parceria para este tipo de atendimento.

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Com informações do Instituto Australis.

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