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Espécie rara de animal silvestre é flagrada pela primeira vez em vídeo em Criciúma

Filmagem foi feita na Área de Proteção Ambiental do Morro Cechinel

Por Patrick Stüpp

2 min de leitura

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Foto: Faunativa/Divulgação

O gato-mourisco, mais conhecido como jaguarundi e considerado uma espécie rara de animal silvestre, teve seu primeiro registro em vídeo feito em Criciúma. A filmagem foi divulgada nas redes sociais do projeto de educação ambiental Faunativa, realizado no município pelo biólogo Vitor Bastos. O vídeo foi feito no dia 28 de junho na Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro Cechinel. Porém, foi publicado somente no último sábado, dia 1°.

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Embora tenha sido o primeiro registro em vídeo, o biólogo informou que o animal já havia tido registros fotográficos em Criciúma. A fotografia foi feita por um morador da região de Capão Bonito, considerada a zona de amortecimento na APA do Morro Albino e Morro Estevão, no dia 18 de fevereiro de 2019. Outro registro feito foi devido a um atropelamento, que aconteceu na rua José Giassi, no dia 19 de outubro de 2023.

“Esses dois registros foram os únicos anteriormente feitos da espécie em Criciúma. Porém, em nossas áreas de matas urbanas ainda não tínhamos, pois o jaguarundi é mais comum ser avistado no costão da nossa serra geral. Diante disso, este vídeo mostra que nossas áreas de mata ainda estão preservadas, conseguindo manter alimentos e áreas de vida para esses animais se estabelecerem aqui”, informou Bastos. Confira o vídeo:

Detalhes da espécie

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Para a reportagem do Portal Engeplus, o biólogo informou que o gato-mourisco (jaguarundi) é um felino de pequeno porte no Brasil. A espécie é conhecida por ter um corpo alongado e uma cor caramelo que lembra uma onça-parda. No geral, é considerado um gato que tem mais hábitos diurnos, diferente de outros felinos, e geralmente se alimenta de mamíferos e também pequenas aves.

“É considerada uma espécie de animal silvestre rara na nossa região, pois temos áreas preservadas em Criciúma, mas que são áreas urbanizadas, com rodovias próximas e também trilhas que andam jipes e motos. Por conta disso, faz com que muitas espécies não consigam viver aqui, principalmente pelos números de atropelamentos. Este registro é uma grande vitória para a conservação da fauna de Criciúma”, pontuou Bastos. Veja abaixo a publicação completa:

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