“Essa eleição
“Essa eleição só está acontecendo por causa de um processo de corrupção”, frisa Cintia dos Santos
Por Redação Engeplus
3 min de leitura

O Portal Engeplus dá sequência à série de reportagens com os seis candidatos concorrentes à prefeitura de Criciúma. A publicação das entrevistas dos candidatos tiveram como critério a ordem alfabética. Na manhã desta segunda-feira, o candidato Américo Faria (DEM) foi o primeiro a ser entrevistado. Nesta tarde, a candidata Cintia dos Santos (PSTU) explana suas propostas para Criciúma.
Disputando a segunda eleição seguida em menos de seis meses, Cintia dos Santos, promete vir com mais vontade e reafirmando suas ideias socialistas para comandar a maior cidade do Sul de Santa Catarina. Junto com o candidato a vice-prefeito Jonas Orben, a candidata afirma que as eleições suplementares do dia 3 e março são diferentes, mas confirma aquilo que o partido falava na eleição passada. “Queremos que a população realmente entenda que essa eleição só está acontecendo por causa de um processo de corrupção e que nossas propostas são especialmente para os trabalhadores”, destaca.
Segundo Cintia, a eleição passada confirmou que a justiça brasileira é burguesa. “A Lei da Ficha Limpa não funcionou em nada, pois permitiu que essa insegurança eleitoral acontecesse até as eleições. Foi uma falta de respeito para com os eleitores”, salienta Cintia, que indaga: “E quem vai pagar essa nova eleição? Já que todo o processo eleitoral gera muito custo. Quem vai pagar somos nós, os trabalhadores”.
As novas coligações que vão participar deste pleito, de acordo com a comunista, estão visando às eleições de 2014. “Não consigo perceber um real interesse dos candidatos por Criciúma”, pontua. Mas apesar do acontecimento da nova eleição, o PSTU vai para briga com os quatro eixos da eleição passada, são eles saúde, transporte público, educação e combate às opressões. “Este foi um grande diferencial da nossa campanha, a luta contra o machismo, o racismo e a homofobia. Nenhum partido tem coragem de falar destes assuntos, mas nós temos”, ressalta.
A saúde de Criciúma vai entrar em um colapso, segundo avaliação de Cintia. “Temos que resolver este problema, pois muitos falam em trazer empresas para cidade, mas não pensam que estes trabalhadores precisam de saúde”, salienta. O partido também defende o transporte público subsidiado com a passagem custando R$ 1. “Isso é possível se a prefeitura assumir e buscar recurso no Governo Estadual e Federal, e claro, fazendo muito barulho com os trabalhadores”, pontua. De acordo com Cintia, as pessoas se obrigam a utilizar cada vez mais carros por causa da precariedade do transporte coletivo da cidade.
Na educação, escolas em tempo integral também é uma proposta do partido. “Mas temos que ocupar as crianças e não tornar essas escolas em um depósito”, salienta. Conforme Cintia, Criciúma é muito carente na cultura e por isso 1% do orçamento da prefeitura será destinado para essa área. Na segurança, o desejo da candidata é trabalhar com a prevenção e não com a punição.
Nova oportunidade - Cintia avalia sua segunda participação nas eleições como uma nova chance de mostrar as ideias socialistas ao município de Criciúma. “Sou a única mulher e negra candidata à prefeitura da cidade e vou governar para os trabalhadores, para as mulheres trabalhadoras brasileiras, pois a presidente não representa essa clase”, pontua.
"A eleição passada foi muito positiva. Já estávamos inseridos em muitos movimentos, mas agora os sindicatos reivindicam nossa participação nas reuniões. Com mais experiência, vamos para uma eleição diferente e vamos buscar o voto consciente dos trabalhadores como na última eleição, quando mais de 1,5 mil trabalhadores acreditaram em nossas propostas”, conclui.
A candidata tem no contato direto com o eleitor sua maior forma de levar as propostas aos trabalhadores.
Acompanhe a reportagem da TV Litoral Sul: