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Estado deve abrir processo seletivo para Samu

Por Redação Engeplus

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O secretário regional de Saúde, Roque Salvan, afirma que o Governo do Estado está ciente da situação estrutural exposta pelos médicos e coordenação regional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “O secretário de Estado de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, foi informado em duas oportunidades. Em breve um processo seletivo será aberto para a contratação de enfermeiros, médicos e motoristas para o Samu, mas é preciso deixar claro que o Samu está em situação de emergência em todo Estado, não só no Sul”, ressalta Salvan, que ainda não tem detalhes das contratações.

Na tarde de ontem, os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), ouviram a coordenação do Samu no Sul do Estado. Na ocasião, a médica coordenadora, Sariane Brescovit, expôs um quadro assustador aos administradores: desde a falta de uniformes, médicos, motoristas de ambulância, investimentos nos veículos e na sede do Samu e até de médicos nos hospitais, que não têm profissionais suficientes para fazer atendimento aos pacientes levados pelo Samu.

“Recentemente o governo estadual chamou 596 profissionais aos hospitais públicos estaduais para trabalhar, mas infelizmente o Sul não foi contemplado por não ter instituição pública estadual. Temos contado com a parceria dos médicos hospitais públicos da região para que ninguém fique sem atendimento. Além disso, investido na vocação regional desses hospitais, equipando-os para agilizar os atendimentos”, completa Salvan.

Conforme entrevista na manhã desta sexta-feira ao Programa João Paulo Messer, da rádio Eldorado AM, a coordenadora regional do Samu, Sariane Brescovit, ressaltou novamente a precariedade do serviço. Só em Criciúma, disse ela, são atendidas 450 ligações ao dia e feitos 490 atendimentos ao mês, além disso, apenas 11 médicos na cidade fazem os atendimentos.

“Nos 43 municípios da regional temos 17 ambulâncias, três delas são UTIs móveis, mas faltam socorristas para colocar dentro delas, faltam recursos humanos para trabalhar. Nem as ambulâncias têm seguro. O serviço está um caos também em Blumenau e Joaçaba. Precisamos de médicos nas ambulâncias e nos hospitais e o Estado não contrata. Nem sempre vai um médico dentro da ambulância para fazer o atendimento. Estamos nestas condições desde março. Meu medo é que a gente não vença o ano. Tínhamos 30 médicos; a partir da semana que vem serão 11. Os médicos pedem demissão por falta de condição e de salários ruins”, lamenta a coordenadora.

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