Engeplus
Geral

Estudantes desenvolv

Estudantes desenvolvem farinha de banana verde

Produto é tema de Trabalho de Conclusão de Curso no Cedup Abílio Paulo

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:

Você já imaginou cozinhar usando farinha de banana verde no lugar de farinha de trigo? Fazer biscoitos assados e bolos? Pois um trio de estudantes do quarto módulo do curso técnico em alimentos do Centro de Educação Profissional Abílio Paulo, de Criciúma, iniciaram uma pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e chegaram a uma farinha diferente que ainda não é fabricada em Santa Catarina.

A professora orientadora do trabalho, Michele Coral Dutra, explica que os estudos iniciaram ano passado, quando elas transformaram a polpa da banana em biomassa para misturar no sorvete. A intenção era adicionar a biomassa para verificar se haveria alteração de sabor – o que não houve – e adicionar ao alimento um ingrediente saudável regulador glicêmico, de colesterol e auxiliador no trato intestinal. “Por conta disso, instigamos que este ano, como trabalho final, elas buscassem fabricar uma farinha através do processo de secagem da banana e elas chegaram a um produto muito próximo do industrial”.

A pesquisa é feita por Jhenyfer Natal, Nicole Maximiano Canto e Verônica Bom Manenti, todas com 18 anos de idade. Juntas, fizeram testes de secagem da fruta com forno convencional e liofilização (processo de desidratação de alimentos onde estes são congelados e a água é retirada sem que passe pelo estado líquido). “O resultado mais próximo do industrial foi a secagem por liofilização, que mantém as propriedades da fruta e transforma a textura, e depois a farinha passou por um processo de branqueamento. Para esse processo contamos com o apoio da Unesc, que tem esse equipamento. O objetivo maior com essa pesquisa é o de buscar uma farinha que substitua o trigo e que seja consumida por celíacos. Precisamos chegar a uma fórmula que dê melhor liga ao produzir as receitas. Mas nos testes que fizemos conseguimos fazer biscoitos e bolo”, explica Jhenyfer.

Com os testes, elas chegaram a uma farinha com textura mais fina que a farinha de trigo hoje nos mercados. “E mais saudável, rica em fibras, o que ajuda na sensação de saciedade e por consequência ajuda no processo de emagrecimento”, salienta Nicole.

De acordo com Verônica, a farinha foi testada através de uma degustação no Cedup, 18 colegas provaram as receitas sem saber o que estavam comendo e em nenhum momento identificaram banana na composição. Aprovada na análise sensorial, agora as formandas começam a pensar além. “No próximo mês apresentamos o TCC. Quem sabe conseguimos dar seguimento à pesquisa?”. A professora não descarta o apoio de uma incubadora. “Este é o primeiro estudo com banana que acompanho e elas fazem parte da terceira turma desse curso, é muito novo, e fico feliz por ter incentivado essa pesquisa da produção de farinha a partir da polpa de banana, algo natural e que pode ajudar a impulsionar a economia regional”.
Jhenyfer acrescenta que bananicultores da cidade abriram portas à pesquisa e se dispuseram a fornecer a fruta para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da farinha.

Compartilhar:
Leia a seguirRepresentante de Criciúma no The Voice Brasil é recebida pelo prefeito
Publicidade