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“Eu era um líder fortíssimo em Criciúma, mas houve ausência física”, diz Eduardo Moreira
Governador foi o primeiro entrevistado do Direto ao Ponto, com Nícola Martins
Por Redação Engeplus
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O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) foi o primeiro entrevistado do programa “Direto ao Ponto, com Nícola Martins”, na TV Engeplus. Durante a entrevista, Moreira admite culpa em sua imagem estar arranhada junto a muitos criciumense e que está trabalhando para recuperar. “Eu tive uma culpa nesse processo, que foi a ausência física. Eu era um líder fortíssimo em Criciúma, mas houve ausência física”, ressalta.
“Mas eu nunca deixei de gostar de Criciúma. Nunca deixei de ajudar. Temos nas redes sociais os ‘haters’, que são 30%, e isso é no mundo inteiro, que batem o pau. E quem gosta de mim e reconhece o meu trabalho não defende na mesma intensidade. Mas tenho certeza que na hora de pensar, o povo de Criciúma vai saber quem é quem nesse jogo”, completa.
Sobre política, Moreira bate forte no presidente estadual do PSD e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Mérísio. “Ele é um homem impulsivo, dominador, prepotente. Ele foi botando goela abaixo (pré-candidatura a governador), até porque ele tinha um dinheiro ilimitado na área pública para isso, que era o cunhado, o secretário da Fazenda. E eles jogaram pesado em todo o estado, liberando recurso para prefeituras e faziam essa confusão toda. Então, ele assumiu a posição de líder”, dispara Eduardo Pinho Moreira, ressaltando que o principal líder do PSD continua sendo Raimundo Colombo. “O Raimundo é o cara que faz voto lá. Merísio fez voto para deputado estadual, mas só Deus sabe a custo de que?”
A rivalidade com o prefeito Clésio Salvaro, que chegou a o chamar de “diabo” em entrevista, também é lembrada pelo apresentador, e Moreira fala que a reaproximação recente é fruto de amadurecimento do prefeito. “Não sei porque isso aconteceu. Nunca fiz nada. Até brincava e chamava ele de “chacha”, que é seu apelido. E nossa relação sempre foi boa”, salienta o governador. “Ele já esteve diversas vezes em meu gabinete para conseguir benefícios pra Criciúma, e vai continuar conseguindo, porque eu também defendo Criciúma. Acho que essa parceria existe. A Via Rápida está ali porque eu estou aqui. E o benefício foi meu? Não. Foi para a cidade. Assim são o Anel de Contorno, a situação dos hospitais. O prefeito percebeu que brigar não levava a nada”, conclui



