Furacão e terremoto
EUA à espera de furacão e México conta os mortos
Por Redação Engeplus
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Aumentou para 61 o número de mortos no México com o terremoto da madrugada de quinta-feira que alcançou 8,2 graus na escala Richter. Foi o maior tremor no país desde 1932, e mais vítimas deverão ser localizadas. Há pelo menos 250 feridos e 159 municípios estão em situação de emergência.
“Aqui onde estou o terremoto não foi percebido nem causou estragos”, conta a criciumense Emanuela Gava Caciatori, estudante de Direito que reside em San Luis Potosi, a 370 quilômetros da capital, Cidade do México, que foi castigada pelo tremor. “Mas estão todos muito tensos aqui, o país inteiro está sentindo muito o que aconteceu”, completa.
O presidente Henrique Peña decretou luto oficial de três dias em memória às vítimas. O governo do México calcula que ao menos 50 milhões de pessoas foram expostas ao tremor e 37 milhões de mexicanos perceberam o terremoto de forma moderada ou forte. O estado de Oaxaca foi o mais impactado, com 45 mortos. Houve alerta de tsunami no litoral do país, mas sem confirmação de ondas fortes atingindo a costa. Mesmo assim, cerca de dez mil moradores foram evacuados de suas residências.
No Caribe e EUA, os furacões
A natureza segue impondo desafios à região do Caribe. Além do terremoto no México, há na costa sul dos Estados Unidos a expectativa com a chegada do furacão Irma, que já devastou diversas ilhas caribenhas com ventos de mais de 200 quilômetros por hora. O fenômeno está chegando na Flórida, cuja principal cidade, Miami, já foi praticamente evacuada.
“As pessoas deixaram as suas casas em massa, lotando as estradas, e os que ficaram lotaram os hoteis que possuem estruturas preparadas para suportar fortes ventos e tempestades”, explica o professor André Abreu, que reside em Criciúma e já viveu vários anos na colônia brasileira de Boston. "Após o furacão metade da população ficará sem energia elétrica na Flórida", completa, apontando que cerca de dez milhões de pessoas deverão ser atingidas na região. Outro furacão, José, avança pelo norte do Caribe com intensidade semelhante ao Irma.



