EUA interrompem ensaios clínicos com hidroxicloroquina
FDA interrompeu uso emergencial a pacientes com Covid-19 há alguns dias
Por André Abreu
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Os Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health, NIH) dos EUA disseram no sábado que interromperam um ensaio clínico para avaliar a segurança e a eficácia da hidroxicloroquina, um medicamento contra a malária, para o tratamento de pacientes hospitalizados com a COVID-19.
O estudo constatou que a hidroxicloroquina, que o presidente Donald Trump sempre elogiou como um possível tratamento, não proporcionou nenhum benefício aos pacientes, apesar de não causar danos, afirmou o NIH em comunicado.
No início desta semana, a Organização Mundial da Saúde disse que o teste da hidroxicloroquina em seu grande estudo de tratamentos para pacientes com COVID-19 foi interrompido após novos dados e estudos não mostrarem benefício.
A Food and Drug Administration, FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, revogou sua autorização de uso de emergência para a hidroxicloroquina para tratar o COVID-19 na segunda-feira.
Trump havia promovido a droga como um tratamento potencial, dizendo em março que poderia se tornar "uma das maiores mudanças na história da medicina" quando usada em combinação com o antibiótico azitromicina.
No mês passado, em um anúncio surpresa, Trump disse que estava tomando hidroxicloroquina como medicamento preventivo depois que dois assessores da Casa Branca testaram positivo para o novo coronavírus.
O NIH anunciou em abril o início de seu estudos com a hidroxicloroquina, usada no tratamento da malária e de doenças reumatóides, como a artrite.



