Confiança
Evandro Guimarães: 'O Cavalo está fazendo um bom trabalho'
Após protestos da torcida, diretor executivo de futebol saiu em defesa do técnico do Tigre
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Depois da derrota para o Tombense e dos protestos da torcida do Criciúma que pediram a saída do técnico Roberto Cavalo, o diretor de futebol do Tigre, Evandro Guimarães, concedeu entrevista na tarde desta sexta-feira, dia 2, e comentou sobre as manifestações. Ele saiu em defesa do treinador e enumerou os fatores que concedem a Cavalo a confiança do departamento de futebol do clube.
Até agora, no Campeonato Brasileiro da Série C, o Criciúma tem 50% de aproveitamento, somando três vitórias, três empates e duas derrotas em oito jogos. Com 12 pontos somados, o Tigre é o quarto colocado na tabela do Grupo B da competição, o que, na avaliação de Guimarães está dentro de um dos objetivos da equipe, que é se manter no G4.
“Queremos estar no G4 é onde estamos e de onde só saímos uma vez. Mesmo com um jogo a menos, nos mantemos no G4. Teve uma saída rápida depois da derrota para o Ypiranga e depois vencemos o São José em casa e voltamos. O Cavalo está fazendo um bom trabalho”, pontuou o diretor executivo.
Para justificar a sua análise, Guimarães relembrou a trajetória do Criciúma na atual temporada. “Em dezembro a gente tinha apenas três atletas. Foi montado um time muito novo. É difícil criar um padrão, um conceito, passar essa ideia para os atletas e eles poderem jogar e dar aquilo que o torcedor merece e está acostumado. No estadual chegamos a brigar pelo título. Eu acho que apenas o Criciúma ameaçou o título da Chapecoense. O desempenho do Cavalo foi satisfatório no estadual. Agora, na Série C, o clube vem se mantendo no G4 e eu espero que continue assim”, reforçou.
O diretor evitou críticas ao posicionamento da torcida. Nessa quinta-feira, dia 1º, um grupo de torcedores foi até o Centro de Treinamentos Antenor Angeloni protestar e carregaram faixas onde pediam a demissão do técnico e apontavam que o acesso para a Série B é obrigação.
Torcedores em protesto no CT - Foto: Especial/Portal Engeplus

“Torcedor a gente respeita. Quem ter que ter coerência somos nós, que trabalhamos no dia a dia. O torcedor é emoção. Entendemos a manifestação, eles querem o mesmo que nós que é ver o Criciúma retornar para uma Série B, voltar para a Série A. Mas só nós que acompanhamos o trabalho estamos vendo a evolução, vendo que os jogadores entendem muito bem a ideia de jogo do Cavalo, entendem o conceito que ele passa pra eles. Ele tem domínio do grupo. E os jogadores estão muito fechados, dedicados. A gente entende a manifestação do torcedor e no final vai estar todo mundo satisfeito”, acrescentou Magalhães.
Uma das reclamações dos torcedores durante o protesto foram as alterações feitas por Roberto Cavalo nos últimos jogos. O treinador foi forçado a fazer mudanças na escalação, por conta de desfalques e em algumas oportunidades também optou por alterar o esquema tático da equipe. “Qualquer equipe ela sente quando perde jogadores. Para o último jogo nós perdemos nove e cinco eram titulares. Os outros quatros também têm condições de serem titulares. Quando perde esses jogadores, tem que mudar e equipe, mexer no sistema. Não é tão simples assim. Quando perde o jogador, o técnico vai sentir mesmo. O que um treinador mais gosta é manter um padrão de jogo, manter uma equipe, mexer o mínimo possível”, destacou o diretor executivo.
Além das baixas na equipe, Magalhães acredita que o que ainda falta ao Criciúma é equilíbrio. O Criciúma vem oscilando em suas atuações e ainda não conseguiu vencer fora de casa. “Nós tivemos um aproveitamento muito bom dentro de casa. Tivemos quatro jogos e fizemos nove gols. Foi um ganho que tivemos do estadual para a Série C. Fora de casa, a gente não conseguiu ter o mesmo desempenho. Onde o Criciúma evoluiu? Nós tivemos até agora 11 gols marcados em oito jogos. No estadual a gente tinha feito 11 gols em 13 jogos. É bastante diferença na parte ofensiva. Lógico que a gente se expôs mais e tomamos mais gols do que o estadual e tivemos essa perda. O objetivo é equilibrar isso, manter a parte ofensiva, mas recompor de uma forma mais organizada e não abrir mão do que evoluímos”, finalizou.
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