Engeplus
Geral

Meio ambiente

Exposição fotográfica virtual revela fases do rio Urussanga

Ação é resultado de campanha de resgate feita pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga

Por Thiago Hockmüller

2 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Divulgação

A relação entre a fotografia e a recuperação ou preservação da memória cultural de um povo é um tema que desperta o desenvolvimento de diversos estudos e pesquisas. A forte ligação de habitantes com os rios é um envolvimento presente em registros fotográficos do século passado na região sul de Santa Catarina.

Publicidade

O diretor de Cultura de Urussanga, Névton Bortolotto salienta que os rios trouxeram grandes referências de identidade para os municípios. “Os tipos de uso que faziam das águas no passado tinham significado importante, pois são determinantes na questão de qualidade e sobrevivência desses rios e no potencial que poderá nos trazer de volta. Os rios tem se prestado ao lazer de muitas formas como pescar, para banho, encontros na beira do rio, entre outras”, comenta.

Recuperar registros e reaproximar a sociedade de um elemento da sua identidade foi a proposta de uma campanha feita recentemente pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga. Denominada “Um Século de Memórias: Rio Urussanga da Nascente à Foz”, a iniciativa recebeu fotografias, selecionou vencedores e agora foi transformada em uma exposição virtual para marcar o mês dedicado ao Meio Ambiente.

Publicidade

No site do Comitê da Bacia do Rio Urussanga, na aba ‘Exposição’, visitantes podem acessar essa reinvenção cultural, de formato virtual, com mais de 30 registros. Com intervenções textuais do pesquisador e escritor Sérgio Maestrelli, a iniciativa traz reflexões e é dividida em oito fases que mostram as mudanças do rio Urussanga, sua importância, seus usos da água no passado, suas paisagens atuais, entre outros pontos de vista.

“Observe o quanto os rios foram importantes no desenvolvimento e o quanto perdemos. Muda-se a identidade e a cultura o modo de vida de uma comunidade quando ela trata o rio de outra forma. Se tivéssemos preservado os nossos rios, se infelizmente a situação do carvão não tivesse poluído eles, procure imaginar que valor que teríamos hoje como atrativo turístico, cultural, até de lazer aos próprios munícipes”, finaliza.

Compartilhar:
Leia a seguirEm 24 horas, mais 15 pessoas internadas em Criciúma por conta da Covid-19
Publicidade