Falecimento: Iraci Meller Spillere, aos 87 anos
Dona Iraci deixa o esposo Flávio e os filhos Flávio, César e Pasqual
Por Denis Luciano - denis.luciano@engeplus.com.br
Em
Faleceu neste domingo, aos 87 anos, a senhora Iraci Meller Spillere, esposa de Flávio Spillere e mãe de Flávio, César e Pasqual. A família confirma o velório a partir das 7 horas desta segunda-feira, e o sepultamento ocorrerá às 16 horas, no Cemitério Municipal.
Dona Iraci faleceu em sua residência, por consequência de um linfoma. Em livro, o filho Flávio, que é diretor geral da Cliniimagem, dedicou um capítulo à sua mãe. Transcrevemos abaixo:
Eu sempre quis escrever algo sobre meu pai e minha mãe, contudo sempre fui cercado pela excepcionalidade do tabu, ou do próprio tempo indisponível. Esta oportunidade, porém, fez-me dedicar algumas palavras a ambos. Aqui, nestas breves linhas, falarei um pouco de minha mãe. Não pretendo “grandes tiradas”, até porque não as conseguiria.
Quero ater-me à singeleza de minha maneira de ser, rabiscar algo que eu sinto a respeito dela. Antecipo que encontro dificuldades na maneira pela qual ora me expresso, porque chego a duvidar se conheço de fato, e profundamente, a minha mãe.
Posso afirmar, contudo, que minha mãe é uma destas sábias mulheres... A única entre os onze irmãos que estudou só até o terceiro ano primário, quando teve que interromper os estudos para cuidar dos demais irmãos.
D. Iraci nunca foi muito carinhosa, mas também nunca foi repreensiva com os filhos. Seria uma mãe “desligada”, no palavreado moderno. Nunca levantou sua mão ou sua voz para um filho. Confesso. Na verdade, eu tinha até inveja dos amigos de colégio que, por vezes, “apanhavam” dos seus pais. Eu e meus irmãos não conhecemos a “dor” de uma palmada sequer!
Mulher de garra, enfrentava as adversidades “sozinha”, poupando os filhos das “tempestades”. Sábia, percebia as coisas antes mesmo que acontecessem e, por isso, já sabia no que poderia resultar e qual o “remédio” a ser indicado para cada situação. Não era de fazer firula, ter pena “de graça”, mesmo que fosse dos filhos.
Eu sempre pensava que minha mãe teria amadurecido com o passar dos tempos, pela paciência, pelas palavras certas nos momentos certos, mas, hoje, penso que ela sempre fora uma mulher madura, com uma filosofia de vida própria. Talvez, tenha sido eu que amadureci com o tempo.
Enfim, sou feliz, e o sou porque tenho uma mãe assim. Mãe, avó e esposa-amiga, que ensinou a trilhar o caminho do bem a todos os seus.
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