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Estelionato

Falso entrevistador de emprego é preso em Criciúma por aplicar golpes que ultrapassam R$ 170 mil

Número total de vítimas ainda será investigado pela Polícia Civil

Foto de Patrick Stüpp - patrick.stupp@engeplus.com.br

Por Patrick Stüpp - patrick.stupp@engeplus.com.br

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Foto: Rafaela Custódio/Arquivo/Portal Engeplus

Um homem, investigado por crimes de estelionato e associação criminosa, foi preso na tarde dessa quarta-feira, dia 30, pela Polícia Civil, no Centro de Criciúma. O suspeito se identificava falsamente como entrevistador de emprego de uma agência de recrutamento e seleção, com a finalidade de coletar dados cadastrais e biométricos para abertura de contas bancárias e empréstimos pessoais fraudulentos. Um levantamento preliminar apurou que os prejuízos ultrapassam R$ 170 mil, porém, o valor exato ainda será averiguado.

Segundo informações da Polícia Civil, o investigado participa de um grupo criminoso sediado no Paraná e que atuava na região do litoral do estado de Santa Catarina. Em Criciúma, o suspeito, utilizando falsa identidade e documentos falsos, usava um espaço destinado a reuniões empresariais, localizado na área central da cidade, para fazer as entrevistas falsas com as vítimas ao lado de outro integrante da associação criminosa, que não foi localizado pelos polícias civis.

Conforme a Polícia Civil, o suspeito foi detido no momento em que estava entrando no local com uma vítima, sendo realizado a abordagem e prisão em flagrante do investigado, que foi encaminhado para o Presídio Regional de Criciúma. No local, na mochila do criminoso foi encontrada uma pasta com modelos genéricos de entrevista de emprego, além de documentos em branco para as vítimas informarem os seus dados e realizarem suas assinaturas.

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Ainda durante a abordagem, foram encontrados documentos preenchidos com dados de vítimas de outras cidades de Santa Catarina e chips de celular, que o autor utilizava para criar contas da falsa agência de recrutamento. Além disso, também foi apreendido um veículo, utilizado para deslocamentos até as cidades que seriam aplicados os golpes, e dois aparelhos celulares, que agora passarão por perícia. Além do valor exato dos golpes, as investigações ainda seguem em andamento para identificar também o número total de vítimas.

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