Imbituba
Falta de perspectiva no futebol abate o voo da águia
Por Redação Engeplus
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De sensação do futebol catarinense entre 2009 e 2010 para a dura realidade da falta de perspectivas para 2018. É o Imbituba, que surgiu meteórico a uma década e hoje, com um dono e sem os recursos de outras épocas, não tem sequer a certeza de que entrará em campo na próxima temporada.
“Vamos tentar, mas não posso dar certeza. Não temos tanta motivação assim”, reconhece o presidente e proprietário do Imbituba, Roberto Rodrigues. Visitado nesta semana pela reportagem do Portal Engeplus, o estádio Emília Mendes Rodrigues tem claros sinais de abandono, que o diga a águia, o mascote. A grama está alta, há lixo em alguns cantos, falta reforçar a pintura, mas nada que algum investimento e uma injeção de ânimo não reativem.

“Somos um clube sem dívidas”, afirma o presidente, que também é vereador em Imbituba. “Fizemos o Imbituba, construímos o estádio que leva o nome da minha mãe, o complexo esportivo que tem o nome do meu pai”, lembra, fazendo menção a Emília Mendes Rodrigues e Alberto Rodrigues, a estrutura física que o clube ganhou em 2009. Áureos tempos, em que o Imbituba levou ao Estado a parceria com o CFZ, Centro de Futebol do Zico, rompida depois pela falta de contrapartida.
“Já quisemos negociar o clube em outros tempos, mas só se aparecer alguém interessado em fazer futebol”, garante Rodrigues. Ele já recebeu sondagens de interessados na área física para empreendimentos imobiliários. “Isso está fora de cogitação, queremos futebol no Imbituba”, observa. O clube jogou as duas últimas temporadas na Série C do Catarinense “no peito e na raça”, como define o presidente. “Eu e o técnico mantivemos tudo, ainda conseguimos ganhar o título no sub-20, fizemos um time caseiro e com poucas despesas”, detalha.

O Imbituba esteve ausente do congresso técnico da Série C realizado ontem na Federação Catarinense de Futebol (FCF). “Me ligaram perguntando se vamos jogar, ainda não sei, vamos tentar nos mobilizar, se aparecer um jeito vamos, mas hoje a resposta é não”, destaca o dirigente. O sinal dos tempos sem futebol no Emília Rodrigues estava dado na última segunda-feira, quando dezenas de carros estavam empilhados no terreno ao lado e nos fundos das cabines de imprensa. “A prefeitura pediu para armazenar provisoriamente ali, retiraram o último carro ontem”, conta Rodrigues.

Fundado em 2007, o Imbituba estreou no futebol profissional na mesma temporada, ficando em quinto lugar na Série C estadual. Em 2008 foi terceiro, e em 2009 faturou o título. Nas duas primeiras aparições mandava seus jogos no bairro Nova Brasília, no estádio do clube amador União. Época em que era preciso, a cada partida em casa, montar arquibancadas móveis, metálicas, para abrigar o público, o que motivou a construção do novo espaço na Vila Nova, onde estão o complexo e o atual estádio. Enquanto isso, o campo do União continua lá, sem arquibancadas.

Estreante na elite de Santa Catarina em 2010, fez bonito. Na melhor temporada da sua história, conquistou o quarto lugar no Estadual. No ano seguinte porém, terminou na lanterna, em décimo, sendo rebaixado. Disputou a Série B em 2012, ficando em quinto, e 2013, em sétimo lugar. Licenciou-se por falta de recursos em 2014 e 2015 retornando em 2016, na Série C, com um terceiro lugar, posição repetida nesta temporada.
“Tem uma vaga para nós na Série C em 2018, vou me informar e trabalhar na ideia”, conclui, deixando ainda alguma chama de esperança para quem curte futebol em Imbituba.



