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Falta de vaga no estacionamento para deficiente dificulta matrícula de estudante

Por Redação Engeplus

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O estudante da 7ª fase de Sistemas de Informações, Dionatan Patricio Brigido, de 21 anos, enfrentou um grande obstáculo na última semana. O rapaz é portador de paralisia cerebral, que afetou as pernas e braços. Por ter os membros atrofiados, ele usa muletas para andar. Como ex-aluno da Facierc, fechada há um mês por conta da ordem de despejo do colégio Energia, ele procurou, junto com os colegas, a Esucri para fechar uma turma. A proposta foi aprovada, porém, Dionatan ficou de fora.

Segundo o estudante, a instituição de ensino não dispõe de vagas de estacionamento para portadores de necessidades especiais dentro da estrutura. “Eles disseram que não iriam abrir e que poderiam fazer isso na rua. Mas sabemos que as pessoas, infelizmente, não respeitam essas vagas. Ainda mais no Centro da cidade, quando a disputa por vagas é grande”, considerou o jovem, dizendo que isso tornou impossível a sua continuidade dos estudos.

O desejo do aluno é que a instituição tome as providências necessárias para receber alunos com deficiências físicas. “Não desejo que o que aconteceu comigo volte a acontecer com outros alunos”, defendeu. Dionatan, na sexta-feira, começou a estudar na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Conforme ele, o local oferece as vagas necessárias e ainda possui segurança que não permite que as vagas sejam ocupadas sem ser por deficientes. “A Unesc é mais longe, mas me acolheu. Eu costumo enfrentar dificuldades em alguns lugares, mas em uma faculdade foi a primeira vez”, salientou.

Conforme o diretor da Esucri, Everaldo Tiscoski, a vaga não foi disponibilizada porque a instituição não possui estacionamento para estudantes. "Temos uma garagem no subsolo com 17 vagas, mas são para professores. A parte interna da escola está toda adequada para deficientes, com rampas e elevador. Porém, se a vaga na garagem fosse oferecida ao aluno, ele não teria como acessar a escola, pois na garagem não tem elevador”, explicou. Tiscoski salienta que o estudante não foi à instituição conhecer a estrutura, tratou do assunto apenas por telefone. "Podemos assegurar que ele andaria muito menos até sua sala de aula se estudasse aqui. Temos essa preocupação com a acessibilidade e em dar condições para que estudantes com as mesmas necessidades dele possam optar pela escola", salienta o diretor.

O diretor lembra que já pediu à Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma (ASTC) mais duas vagas de deficientes na frente da Esucri. “Nós temos duas vagas na porta da escola que no final da tarde colocamos cones para esperar os nossos dois alunos com deficiência. Só que às vezes as pessoas desrespeitam a vaga e colocam motos e veículos no local”, destacou. Quanto à acessibilidade da estrutura, o diretor garante que a escola está adequada e que não impediria a continuidade dos estudos daquele aluno.

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