Família protesta em Criciúma e pede condenação máxima para acusados de homicídio
Justiça
Duas pessoas serão julgadas nesta quinta; um terceiro acusado não estará presente

A família de Reni Carlos Masieiro, de 51 anos, morto com quatro tiros no dia 23 de fevereiro de 2014, em Siderópolis, realizou uma manifestação na manhã desta quinta-feira, dia 11, em frente ao Fórum de Criciúma, local que acontece o julgamento de três acusados do crime.
Segundo informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), três pessoas serão julgadas por homicídio duplamente qualificado. “A denúncia relata que uma mulher, insatisfeita com seu casamento e ciente de uma traição, teria decidido matar o marido. Um homem que supostamente devia mais de R$ 100 mil à vítima sugeriu o homicídio como forma de se livrar da dívida, proposta aceita pela esposa, que prometeu perdoar o débito. Esse homem então teria contratado um terceiro para executar o crime, oferecendo recompensa em dinheiro. Na noite de 23 de fevereiro de 2014, segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o executor foi até o sítio da vítima, que estava sozinha, e efetuou quatro disparos fatais”, diz a nota do TJSC.

Conforme a denúncia, o crime foi motivado por razões torpes, cometido de forma premeditada e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Os dois primeiros envolvidos foram os mandantes, e o terceiro agiu por promessa de pagamento.
A irmã da vítima, Maria Inês de Marco, relatou que o irmão foi encontrado morto por um vizinho. “Foi um crime bárbaro e ele não teve chance de se defender. Ele deixou quatro filhas e meus pais morreram pedindo justiça. Pedimos condenação máxima e esperamos que a justiça seja feita. São mais de 10 anos esperando o julgamento e aguardando por justiça”, comentou ao Portal Engeplus.
Dos três acusados, um homem não será julgado hoje, pois a defesa apresentou um atestado médico. Atualmente, todos estão em liberdade.



