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Família vizinha de casa embargada teme desmoronamento

Imóvel desocupado devido a problemas na estrutura ameaça cair sobre residência vizinha

Por Redação Engeplus

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Foto: Daiana Carvalho

Uma casa com muitas rachaduras tira o sossego da família de Juliano Boeng Batista, que reside no bairro São Francisco, em Criciúma. Construída de um extremo a outro do terreno, o imóvel com problemas faz divisa com a residência de Batista que teme ver sua família vítima de um possível desmoronamento.

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“A parede da minha casa está a um metro do paredão que está prestes a cair. É um risco. A minha filha, de cinco anos, que dormia no quarto que fica nesse lado da casa não dorme mais. Ela dorme no meu quarto”, conta Batista.

Em desuso há quinze anos a casa foi desocupada por causa de problemas na estrutura, que foram causados pela movimentação do solo influenciado pela atividade mineradora na região. O proprietário na época moveu uma ação judicial contra a carbonífera que atuou nas imediações e desde então não mora na residência e não pode demolir o imóvel. “Eles mandaram eu sair de casa e pagaram aluguel para mim por dois anos, mas depois não pagaram mais. Fui obrigado a me virar por contra própria”, explica o mineiro aposentado e dono da residência, Valdeci Daros.

Segundo Daros, no decorrer desse período ele já ganhou todas as ações do processo em todas as instâncias, no entanto, a empresa não se manifestou para fazer a indenização ou promover um acordo. “A última decisão saiu a mais ou menos 30 dias e até agora nada. Se eles me autorizassem a derrubar eu derrubava. É um risco entendo a preocupação do Juliano”, destaca Daros.

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Nos últimos cinco anos, a degradação da casa tem piorado, além das rachaduras o telhado da casa começou a sedear e ameça desabar, que com as fissuras teria as paredes impulsionadas para o lado da residência vizinha. “A casa fica estralando, a noite dá para ouvir bem. Eu que fico em casa durante o dia tenho muito medo. É um perigo para todos nós”, relata a esposa de Batista, Patricia Madeira Rocha.

Conforme a Defesa Civil de Criciúma, que esteve no local na manhã desta quinta-feira, dia 21, o risco da casa desabar realmente é eminente. O órgão encaminhou o caso ao setor de Divisão de Planejamento Físico e Territorial (DPFT). “Já geramos uma ocorrência. O DPFT vai orientar o proprietário a encaminhar a demolição, pois a solicitação deve partir dele”, esclarece a coordenadora da Defesa Civil de Criciúma, Ângela Mello.

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