Federação Catarinense de Futebol se manifesta sobre caso de racismo envolvendo goleiro do Criciúma
Torcedor foi preso em flagrante no jogo contra o Brusque nesse sábado

Após o Criciúma Esporte Clube se pronunciar sobre o caso de racismo envolvendo o goleiro Caíque, foi a vez da Federação Catarinense de Futebol (FCF) se manifestar, divulgando uma nota oficial neste domingo, dia 9.
A FCF lamentou o ocorrido, e relembrou que lançou no ano passado uma cartilha combatendo o racismo, além de fazer parte de um programa com outras instituições de Santa Catarina. Confira a nota na íntegra:
A Federação Catarinense de Futebol (FCF) lamenta profundamente o ato de racismo contra o jogador do Criciúma, Caíque, ocorrido neste sábado (08/02) em jogo entre o seu clube e o Brusque, no estádio Augusto Bauer, pelo Catarinense Fort Atacadista. Racismo precisa ser banido da sociedade e é crime. O futebol tem como principal objetivo promover a confraternização e entretimento para as pessoas.
Inclusive, em 2024, a FCF lançou uma cartilha de combate ao racismo e faz parte desde o ano passado do programa “Cartão Vermelho para o Racismo”, no qual faz parceria com importantes instituições do Estado.
A FCF se solidariza com Caíque e sua família e espera que esse tipo de ação criminosa não volte a ocorrer.
O caso
No final do jogo entre Criciúma e Brusque, que resultou em 1 a 1, uma confusão se formou próximo ao gol do goleiro do Tigre, Caíque. O atleta disse que sofreu ato de racismo, ao ser chamado de ‘macaco’, por um homem que estava na torcida do Brusque.
“Aceito me chamar de frangueiro, faz parte, mas me chamar de macaco não aceito, estamos no século 21, tenho orgulho de ser preto”, disse o goleiro após o término da partida em entrevista ao Tabelando/Portal Engeplus.
O técnico do Criciúma Zé Ricardo disse que já estava preocupado antes do jogo finalizar, mas que naquele momento não tinha conhecimento do que estava acontecendo. “Olhei para o gol e o Caíque já estava discutindo com a torcida. Pedi para que ele ficasse concentrado na partida porque ainda tinha alguns lances, e faltas paradas que poderiam levar perigo. No final da partida fui conversar e fiquei sabendo o que tinha acontecido", afirmou.
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