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Feira escolar celebra a Matemática

Por Redação Engeplus

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Foto: Daniel Cassol / Ifsc

Durante três dias, a 33ª Feira Catarinense de Matemática reuniu em Criciúma 148 trabalhos de estudantes de todos os níveis de ensino de escolas do Estado. Além da exposição de trabalhos no Pavilhão José Ijair Conti, o evento contou com apresentações culturais e reuniões entre os professores avaliadores. Os melhores trabalhos foram indicados à Feira Nacional de Matemática, marcada para 30 de maio a 1º de junho de 2018, no Acre. O evento terminou nesta sexta-feira, dia 28, com a entrega de troféus e medalhas aos participantes, no Teatro Elias Angeloni.

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O evento voltou a Criciúma após 23 anos, a partir de um esforço conjunto entre o Ifsc Criciúma, IFC Sombrio, Satc, Unesc, Furb, Gerência Regional de Educação (Gered) e Secretaria Municipal de Educação. “Nos sentimos honrados em receber escolas do estado inteiro discutindo Matemática. Tivemos recentemente a Feira Regional e a Feira de Ciências e Amostras do Cedup. Eventos como esse movimentam as escolas. A partir do momento em que o aluno tem seu trabalho prestigiado e vem para uma feira ele vê a importância da disciplina e a valorização da Matemática no cotidiano”, destaca a gerente regional de educação, Jucilene Fernandes.

Participante das feiras de Matemática há 30 anos, a professora Fátima de Oliveira, do IFC Câmpus Rio do Sul, conta que a Feira surgiu por iniciativa dos professores Vilmar Zermiani e Valdir Floriani, com o objetivo de estimular o interesse dos estudantes por uma disciplina considerada difícil. O resultado ao longo do tempo tem mostrado que o esforço vale a pena.

“As feiras influenciam no trabalho pedagógico das escolas, melhorando o ensino de Matemática nas escolas. Elas também se ampliam para um momento de formação dos professores, que conhecem novas metodologias e levam para suas escolas. Já as crianças, muitas vezes desmotivadas, vêm para a Feira e retornam motivas. Além disso, todos os trabalhos são publicados em formas de anais, o que contribui para a socialização dos projetos”, explica a professora, que integra a comissão permanente da Feira Catarinense de Matemática.

A socialização de metodologias que podem ser utilizadas no ensino da Matemática é um dos grandes trunfos da Feira. “Além do aluno ter esse olhar diferente para a Matemática, percebendo que ela é mais do que fórmulas e regras, os professores também conseguem perceber uma maneira diferente de elaborar sua aula, com aplicações que eles não conheciam. Como professor, vejo a Feira como um espaço privilegiado de formação docente”, afirma o professor do Ifsc Criciúma, Bazilício Andrade Filho, um dos responsáveis pela organização do evento.

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A troca entre educadores era constante entre os 148 estandes. Aluna do curso de Licenciatura em Matemática do IFC Câmpus Sombrio, Natália Cardoso trouxe a Criciúma um jogo matemático voltado a estudantes com deficiência ou dificuldade de aprendizagem. Professores que visitavam o estande saíam entusiasmados com a possibilidade de replicarem a ideia.

“A gente vê que todo o trabalho está valendo a pena. Acredito muito nos jogos como método de ensino. É uma maneira de chamar atenção dos alunos, já que a gente sabe que a Matemática é vista como difícil por eles. Os professores também se interessam muito por este método”, conta Natália.

O Brasil está vivendo o Biênio da Matemática entre 2017 e 2018. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece de 23 a 29 de outubro em todo o país, tem como tema “A Matemática está em tudo”.

Colaboração: Daniel Cassol / Comunicação Ifsc

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