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Férias culturais

Férias culturais com visita ao museu em Jaguaruna

Para os veranistas que estão em férias em Jaguaruna, uma alternativa para os dias sem sol é conhecer a história local

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Douglas Saviato

Para os veranistas que estão em férias em Jaguaruna, uma alternativa para os dias sem sol é visitar o museu da cidade onde se está, que guarda histórias e cultiva a cultura dos povos que colonizaram o município. Em Jaguaruna, os turistas têm a oportunidade de conhecer um pouco mais do acervo arqueológico da região, onde é retratada a história dos sambaquis, que são amontoados de conchas, às vezes entremeados com camadas de areia e terra, com forma arredondada, alguns pequenos outros grandes que, em Santa Catarina, chegam a ter 30 metros de altura.

Além das conchas, há ossos de peixes e de mamíferos, frutos e sementes. Desde 1995, um grupo de pesquisadores elegeu os sambaquis de Jaguaruna e arredores como objeto de estudo. Desde então, o museu preserva objetos arqueológicos retirados dos sambaquis.
“Flechas de caças, pesos de pesca, quebra coquinho e alguns artefatos bifaciais. Ao todo são 33 sambaquis na cidade, sendo que o município tem o maior sambaqui do mundo em extensão, no balneário Garopaba do Sul”, explica Egídio Farias, responsável pelo museu. Alguns visitantes ficam tão encantados com as histórias dos artefatos arqueológicos que querem conhecer os sambaquis de perto. “Alguns pedem, nós vamos e mostramos para os turistas os locais onde se encontram os sambaquis, dando todas as orientações”, conta Evelise Correia, atendente do museu.

Entre dez a 20 visitantes passam pelo museu diariamente na alta temporada de Verão; são visitantes de diversos lugares. “Gaúchos, paranaenses, colombianos, argentinos”, revela a atendente. Conforme Evelise, os turistas ficam mais encantados é com a parte arqueológica, mas há outros aspectos que interessam aos visitantes. “Temos a representação folclórica da cidade, de caráter religioso. A primeira edição aconteceu em 1900, com três dias de festas, da corte imperial”, explica Egidio.

Também tem a representação do boi de mamão, da pesca, da retirada das redes do mar na safra de tainha, tradicional dos balneários do município. Além de relíquias como panelas antigas, máquinas de costuras e quadros que retratam a evolução da casa.

Saiba mais - O Museu Cidade de Jaguaruna fica localizado no centro do município e foi construída na década de 1920. No passado, servia de abrigo para as famílias dos agentes ferroviários. “Moraram aqui aproximadamente oito famílias de agentes”, conta Egidio. O museu fica aberto das 7 horas às 11h30min e das 13 horas até as 16h30min.

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