Figurantes do
Figurantes do Majestoso
Por Redação Engeplus
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Eles estão em todas as partidas dentro de campo, mas muitos torcedores nem percebem as suas presenças. Apesar de que a função que possuem tem o poder de dar o ritmo à partida. Uma segurada na bola pode enfurecer a equipe que joga contra o Criciúma Esporte Clube. E os gandulas, mesmo assim, são os figurantes do Heriberto Hülse, embora sem eles a bola não estaria o tempo todo entre as quatro linhas.
Edson Ghislere Dondossola, 29 anos, é um dos gandulas no Majestoso. Segundo ele, a pressão em jogos importantes é ainda maior. “A gente tenta segurar a bola o máximo que pode, mas o time adversário costuma ficar irritado”, recordou aos risos. Porém, ao longo desses cinco anos que atua como gandula no campo do Criciúma teve uma situação que ficou marcada. “Em uma final do Catarinense contra o Figueirense o técnico veio para cima de mim e começou a me xingar, porque eu tava segurando a bola e o Tigre ganhando”, destacou dizendo que esta história marcou bastante.
Fora isso, Edson que é carpinteiro autônomo, e iniciou o trabalho no campo por indicação do amigo Thiago Cardoso Souza, que também atua como gandula. “É muito bom estar ali dentro, a gente vibra junto com o time, sente de perto a emoção. Só que para quem é torcedor tem que existir concentração para não prejudicar o serviço”, relatou. Como em algumas vezes não é possível conter a emoção, Edson foi expulso de campo em duas ocasiões. “O Criciúma fez o gol e eu não consegui me controlar. Na euforia chutei a bola no meio de campo, o quarto árbitro viu e me mandou sair do local”, revelou entusiasmado.
Após cada partida os seis gandulas de campo, quatro da arquibancada e os dois maqueiros recebem R$ 25,00 pelo trabalho realizado na partida. “Eu não trabalho pelo dinheiro, mas sim porque gosto e para assistir de camarote o Criciúma”, garantiu. O professor de educação física, Thiago Cardoso Souza, 25 anos, compartilha do mesmo sentimento. Porém, ele presta o serviço de gandula ao Criciúma desde os 12 anos. O pai dele, Airton de Souza, era preparador de goleiro do clube e fez o convite para o cargo, desde então, Thiago já levou para dentro de campo seis amigos para a função, dentre eles o Edson. “Eu comecei por gostar do esporte e pela proximidade com os jogadores. Enquanto eu puder vou continuar ali”, pontuou.
Por outro lado, Thiago comemora todos os gols do Criciúma, mas nada a ponto de ser expulso da partida. “Só que vários goleiros e quarto árbitros já brigaram comigo por demorar na reposição de bola”, comentou. O professor afirma que o cargo já o proporcionou chegar perto da equipe do São Paulo, a qual simpatiza, e pegar autógrafos do goleiro Rogério Ceni e do atacante Romário.



