Clima
Frio: ausência de sol agrava sensação térmica na região de Criciúma
Noites e tardes estão registrando baixas temperaturas desde sábado
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A última vez que a região de Criciúma registrou um frio mais intenso foi em junho de 2016. Naquele ano foram oito madrugadas com temperaturas mínimas, abaixo dos 5ºC, chegando a dar -1ºC. Entretanto, nos períodos da tarde, a temperatura chegava até 20ºC, porque existia um elemento que não está aparecendo agora: o sol.
O climatologista da Epagri Márcio Sônego explicou que embora as noites fossem frias, as tardes eram agradáveis. Ocorre que desde sábado, dia 6 de julho, a ausência do sol associada às baixas temperaturas durante a noite e tarde, faz com que as pessoas sintam tanto frio. “Agora o problema é que está tendo noite fria, com 8ºC, e tarde que não passa dos 15ºC. As máximas estão muito baixas. As temperaturas máximas estão praticamente 10ºC abaixo da média histórica. 13,4ºC tem sido a média das máximas desde sábado”, afirmou.
Sensação térmica
Sônego detalhou ainda que o conceito de sensação térmica leva em consideração a umidade do ar quando está muito quente, daí a umidade aumenta a sensação de calor e quando está frio leva em consideração a velocidade do vento. Por isso o vento faz esfriar mais ainda.
“Nesse caso de agora, muito mais do que a sensação térmica, é a própria temperatura do ar, porque em julho Criciúma e região têm temperatura média à noite, as mínimas de 9ºC e a temperatura média de tarde, as máximas de 23ºC”, relatou.
Conforme Sônego, sem o sol, o corpo sente mais o frio que está acontecendo. E a falta do sol, excesso de chuva e umidade tornam as casas e a atmosfera frias sem poderem aquecer. “Então nós estamos sob influência de massa de ar frio. A sequência de aragem de sul já começou na sexta-feira, uma aragem de direção oeste a sudoeste, caracterizando o ar frio ali na parte do centro da Argentina. E essa massa de ar frio não tem se deslocado muito, por isso mantém essa umidade, essa nebulosidade, essa chuvinha”, finalizou.



