Fundai embarga
Fundai embarga mina, direção da Rio Deserto protesta
Por Redação Engeplus
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Denúncia em torno da existência de uma nascente de água próxima levou técnicos da Fundai a embargar os serviços de implantação da Mina 101 na localidade de Esperança, em Içara.
O auto de infração, constatando danos já causados ao meio ambiente, está sendo contestado pela direção das Empresas Rio Deserto.
“Verificamos que por causa das atividades a nascente já estava descaracterizada, o que nos levou a contratar um especialista e obter um laudo dos danos”, explicou o presidente da Fundai, Geraldo Baldissera. Além do embargo, a empresa recebeu uma multa de R$ 200 mil.
A intervenção dos fiscais exige ainda que toda a área seja demarcada, preservando um raio de 50 metros da nascente e margens de 30 metros do curso da água. “Nosso próximo passo será encaminhar a denúncia ao Ministério Público”, complementou Baldissera.
NOTA DA EMPRESA
Em comunicado à imprensa no final desta tarde, a direção das Empresas Rio Deserto rechaça a existência de uma nascente no local e repudia a intervenção da Fundai. Em termos resumidos, eis a nota.
“O que a Fundai chama de nascente é na verdade um canal retificado, já constatado no mapa hidrogeológico produzido pela empresa VCS Engenharia e Consultoria, e presente nos estudos do EIA RIMA desde 2002. Este canal havia sido aberto com o uso de máquinas em função da atividade produtiva de arroz realizada em outras épocas no local.
Em 2008, a Fatma já havia questionado as Empresas Rio Deserto sobre este canal e um laudo ambiental, incluindo fotografias, foi apresentado pela empresa para comprovar que não se trata de nascente.
O EIA RIMA da Unidade de Extração 101 foi desenvolvido em 2002 e de lá para cá foi revisado e teve estudos acrescentados por diversas vezes em função de exigências de órgãos fiscalizadores e Ministério Público. Os estudos foram desenvolvidos por cerca de 50 profissionais que analisaram a área para se certificar que a implantação da Unidade de Extração 101 é viável.
Além disso, o EIA RIMA foi analisado e teve parecer de profissionais da Fatma. Nenhum dos profissionais que atuaram no licenciamento – sejam os que elaboraram os estudos, sejam os que os analisaram, inclusive os da Fundai na época – identificou áreas de nascente no local do embargo.”
(Colaboração/fotos: Alexandra Cavaler / PMI - Andressa Fabris / Alfa)



