Futebol feminino
Futebol feminino é realidade em Criciúma
Por Redação Engeplus
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O impulso do futebol feminino mundo afora, com o êxito do Brasil em disputas internacionais, tem reflexo em Criciúma. Tanto que, hoje em dia, com preconceitos vencidos, muitas meninas seguem os passos de Marta, Cristiane, Pretinha, da catarinense Maycon e de outras, que brilham nos gramados.
Com foco nelas, o Colégio São Bento faz um trabalho com meninas de 10 a 17 anos que se interessam pela modalidade e mostra que o trabalho traz resultados.
Neste ano, o time de futebol feminino do São Bento conquistou as fases Municipal e Microrregional do Moleque Bom de Bola e já está classificado para a fase Regional que acontecerá em outubro na cidade de Governador Celso Ramos.
Uma das promessas da modalidade no São Bento é Stefânia Cella Scarpari, de 11 anos, aluna do 6º ano que conta que sempre gostou do futebol. “Comecei a jogar com seis anos na rua de casa com minha irmã e com os meninos”, explica a menina.
Tímida para bater fotos, mas que surpreende muitos marmanjos quando está com a bola no pé. “Assistia aos jogos na televisão e, quando abriu a escolinha no colégio, decidi participar”.
Segundo o técnico do São Bento, Jair Pacheco, a procura dos próprios pais pelos treinamentos está crescendo a cada dia. “Após as conquistas no Moleque Bom de Bola percebemos o quanto outras meninas estão se interessando e convidando os pais pra vir conhecer o trabalho, mas queremos aumentar a procura”, ressalta.
Para Pacheco, uma das formas de desmistificar o futebol feminino é os pais irem conhecer o trabalho. “Estamos à disposição para mostrar como é feito o futsal feminino do São Bento e o quanto o esporte é importante para o desenvolvimento saudável dessas meninas”, salienta o técnico.
A mãe de Stefânia, Janete Scarpari, conta que se assustou quando sua filha contou que gostaria de jogar futebol. “Levei um susto, porque sempre queremos que nossas filhas façam balé, mas logo passou e apoiei ela na decisão”, explica a orgulhosa mãe.
Quanto ao incentivo, a mãe ressalta que sempre deu outras opções para as filhas (a irmã de Stefânia também joga futebol), que explicou a elas que também poderiam praticar voleibol e basquetebol e que os pais não devem ter preconceito com o esporte. “Os pais devem incentivar seus filhos a praticar esporte, independente de qual seja, pois hoje não há mais essa diferença de sexo”, conclui.
(Colaboração / Fotos: Nícola Martins / Alfa Comunicação)



