Futebol ou
Futebol ou (e) política
Por Redação Engeplus
4 min de leitura
Sim, a vida de um clube de futebol é o futebol. Mas quem orienta os destinos e a filosofia do futebol de um clube? A sua direção! E como se dá a sua escolha? Por articulações e até conchavos políticos. O Criciúma está vivendo isto agora, nesse instante.
Uma guinada pode estar vindo por aí. Se é para melhor ou para pior, não se sabe. O futuro dirá. Mas os bastidores estão efervescentes. Informalmente, Valdeci Rampinelli e Anselmo Freitas estão na frente. Conversam com conselheiros (ao menos os que sabem que o são), querendo que os “seus” comandem o novo Conselho Administrativo. Mas há outros empresários cotados. E não são poucos. E são peso-pesados.
NO COLISEUM
Uma animada mesa no sábado no badalado restaurante discutia o futuro do Tigre. Rampinelli se diz “candidato a presidente”. O empresário não esconde, escala a “sua diretoria” e quer ao seu lado Anselmo Freitas, Vilmar Guedes, Valério Mendes e Ronaldo Carlessi, entre outros. Pode este grupo buscar unido bater de frente com o grupo de Moacir Fernandes? É difícil, mas...
E POR AÍ
Outros pretendentes buscam apoios. A estratégia é ganhar apoio no Conselho Deliberativo, eleger um aliado para o Conselho de Administração e daí é um pulo para o espaço hoje ocupado por Moacir Fernandes. Mas há questões no ar: e Moacir, o que estará fazendo? Quer “eleger” o seu sucessor? E a lista de conselheiros, alguém tem?
AH, OS CONSELHEIROS
Na última renovação do Conselho Deliberativo, que hoje é apenas a terceira força política dentro do clube (com tão pouca força quanto o Conselho de Administração, diga-se de passagem), 150 conselheiros novos foram empossados. Mas essa lista não é conhecida. Quem a pede para o presidente Werner Backes reclama. Ele não fornece.
DISCUSSÕES À PARTE
O Criciúma no futebol é o mais importante. O poder a quem quer futebol, essa deve ser a regra. Buscar quem quer investir, quem pode trazer peso político e recursos deve ser a prioridade. O Tigre segue errando ao discutir politicamente questões que em última análise não são as mais relevantes. Enquanto isso, o tempo passa... Faça-se mais no futebol e menos no resto. É o caminho.
FIM DE FEIRA
Claro que sim. O Criciúma foi líder 16 rodadas, passou mais de 90% da competição no grupo dos quatro, e agora mingua com uma campanha igual à do “poderoso” Ituano no returno. É um fim de feira constrangedor que vive o Criciúma, embora alguns não aceitem este rótulo no Heriberto Hülse. E o planejamento do futebol para 2008, como está?
O FUTURO À POLÍTICA PERTENCE
O 2008 depende da nova conjuntura política do clube. Sabe-se apenas que o time sai de férias no próximo dia 27, retorna um dia depois do Natal, pára no Ano Novo e começa 2008 em 2 de janeiro, para estrear no Catarinão duas semanas depois. Fica evidente que novamente um time em cima da hora será montado. Mas ainda há tempo para mudar esse quadro...
CATARINÃO
Uma curiosidade. No arbitral de sexta-feira, o Criciúma (diga-se presidente Moacir Fernandes) votou pelo rebaixamento de três times para a Divisão de Acesso de 2009, o que acabou aprovado. Lembram da entrevista pós-jogo em Maceió? O presidente preocupado com o descenso no Catarinão. Quero crer que isso nem esteja na pauta no Heriberto Hülse. Certo?
ENQUANTO ISSO
O Criciúma negocia material esportivo com a Penalty. E a festejada parceria com a Umbro?
Se depender do presidente Moacir, Gonzaga só não será o técnico de 2008 se não quiser.
Alguém no Tigre pensou em contratar o goleiro Édson Bastos, do Coritiba. Muito caro, R$ 25 mil.
Gustavo Gazola ajudará a reformar estádio. Do Metropol.



