Gélson aposenta
Gélson aposenta o "chama derrota" na hora certa
Por Redação Engeplus
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Certa vez, respeitado cronista de futebol do Rio Grande do Sul passou a denominar um determinado esquema tático de "chama derrota". O que era esse esquema? Um 3-5-2 onde o homem da sobra corria desesperadamente, da sala para a cozinha, sem fôlego nem tempo suficiente para marcar o adversário mais veloz e ajudar no resto.
Vendo o Criciúma jogar, lembrei-me deste colega e, principalmente, do tal "chama derrota". O Basílio, insatisfeito e deslocado, tendo que cumprir a função de dois e tapar o buraco que abriu-se na defesa com a ausência de Wescley. O "chama derrota" foi tão eficiente que acabou, inegavelmente, chamando três derrotas em cinco jogos.
Gélson mostra a virtude dos treinadores que reavaliam, pesam e respeitam o óbvio, que por vezes se impõe à convicção profissional. No coletivo desta quarta-feira, também por força da ausência de Basílio, o "chama derrota" foi temporariamente aposentado, e o Criciúma se desenha com outra postura para visitar o ABC.
Em um campeonato nivelado por baixo, com times medianos brigando em igualdade de condições, não há o porque de tanto se defender. Convencido disso, e ainda sem contar com o seu melhor zagueiro, Gélson saca Sílvio Criciúma, carente de velocidade e de fôlego, põe William Amaral e monta um time mais corajoso para sábado.
Dará certo? As chances de acertar são maiores. Ou, caso contrário, recuar de um arrojo é mais fácil que arrumar o desarranjo de uma retranca. Assim sendo, acerta o Gélson ao adotar o 4-4-2 de fato, com os zagueiros como zagueiros, os volantes como volantes, e os meias que se disponham a atacar. A chance de reagir aumentou.



