Plano de carreira
Governo apresenta desenho da nova carreira do magistério catarinense
Documento contempla as sugestões feitas pelo Sinte e o aprimoramento da proposta do Governo do Estado
Por Redação Engeplus
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O coordenador executivo de Negociação e Relações Funcionais, Décio Vargas, apresentou ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) na tarde desta sexta-feira, o novo desenho do plano de carreira do magistério público estadual. O documento contempla as sugestões feitas pelo Sinte nas rodadas anteriores e o aprimoramento da proposta do Governo do Estado apresentada este ano.
O plano prevê a descompactação da tabela salarial a partir do nível II (licenciatura curta); permanência do nível médio e licenciatura curta na tabela salarial; manutenção da vinculação do salário do professor ACT à tabela salarial; amplitude horizontal de 50% para o nível III (licenciatura plena); diferença de 50% entre os níveis de licenciatura plena e médio (professor estável); ampliação das possibilidades de avanço na carreira com a criação de duas referências (H e I); gratificação de 15% para professor que atua nas séries iniciais e educação especial e ingresso na última referência com 24 anos.
“Para a implementação do novo Plano de Carreira é imprescindível fazer algumas ações como a incorporação das gratificações de regência de classe e de atividade especializada de magistério no percentual de 25%. Apresentamos a tabela de onde queremos chegar e que garante ganhos entre 15 e 54% a todos os professores do magistério catarinense”, afirma Vargas.
A instabilidade do cenário econômico nacional e os limites de comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com despesas de pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal são fatores que diminuem a possibilidade de implementação do plano ainda em 2015.
De acordo com Vargas, outro ponto preocupante por parte do Governo do Estado é a incerteza quanto aos reajustes futuros do piso nacional do magistério. “Precisamos trabalhar com previsões possíveis de serem cumpridas até o final do atual mandato, já que o governador Raimundo Colombo não quer deixar pendências para o próximo governo. Nosso objetivo é promover o necessário ajuste da carreira do magistério público catarinense por meio da descompactação da tabela salarial na medida do possível”, explica.
O Governo do Estado está finalizando a análise do impacto financeiro do novo plano de carreira, visando dar início ao processo de descompactação parcial da tabela salarial a partir de 2016, projetando, até 2018, desembolso compatível com a capacidade financeira do Tesouro do Estado. Os primeiros estudos preveem o incremento de 8 bilhões na folha de pagamento do magistério em 5 anos. Na próxima reunião, agendada para 4 de agosto, o Governo apresentará as tabelas de 2016 a 2018 com os valores do início da descompactação.
Plano de Carreira do Magistério catarinense atual x novo:
Item Situação Atual Novo Plano Níveis 12 6 Referências 7 9 Dif. Graduação médio* 0% 30% Dif. Graduação médio** 0% 50% Dif. Especialização médio 14,5% 65% Dif. Mestrado médio 27,3% 85% Dif. Doutorado médio 40,5% 100% Amplitude da carreira 64% 160% Amplitude horizontal graduação 9,8% 50%
*Professor efetivo em estágio probatório e ACT habilitado
**Professor efetivo estável
Com informações de Edinéia Rauta/Comunicação Secretaria de Estado da Educação



