Governo estadual
Governo estadual garante funcionamento da Casa de Saúde do Rio Maina
Vice-governador esteve em Criciúma nesta manhã para anunciar o repasse que cobrirá os prejuízos
Por Redação Engeplus
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O vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, esteve em Criciúma na manhã desta sexta-feira e anunciou que o Estado garantirá o repasse de dinheiro para cobrir os prejuízos da Casa de Saúde do Rio Maina. Com isso, as portas do hospital – que estava com data fechada para o encerramento das atividades - permanecerão abertas.
Segundo Moreira, os esforços da Casa de Saúde para manter o funcionamento devem ser reconhecidos. “São quase 200 pacientes internados. Reconhecemos a importância dos serviços prestados e sabemos da baixíssima remuneração repassada pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, observa.
O hospital vinha tendo prejuízos significativos nos últimos anos, por manter cerca de 95% dos leitos disponíveis para o SUS e apenas 5% para pacientes particulares. Os números finais do levantamento não foram anunciados nesta manhã, mas o governo estadual garantiu que o repasse cobrirá todo o prejuízo. “A discussão sobre os números será interna, e por isso não divulgaremos ainda. Temos 90 dias para encontrar uma solução para que a Casa da Saúde continue funcionando. Acredito, no entanto, que em 45 dias teremos essa resposta”, avalia Moreira.
O vice-governador explica que existem, até o momento, três soluções em vista. A primeira delas seria aumentar o repasse do SUS para que os funcionários tenham um pagamento maior e para que o prejuízo não volte a acontecer. A segunda solução seria, como proposto pelos vereadores criciumenses no mês de fevereiro, a filantropia. “A terceira opção seria o Estado comprar a Casa de Saúde e mantê-la. Eu, particularmente, acredito que essa opção é remota, pois defendo que o hospital deve ficar nas mãos dos sócios como instituição privada”, pondera.
A diretoria da instituição havia decidido fechar as portas desde o dia 3 de março. Apenas os pacientes já internados receberiam atendimento até que o tratamento fosse concluído. O total do prejuízo - divulgado no dia 18 de fevereiro - chegava a R$ 774.438,27 em 2012. Com a transferência da verba de convênios e do SUS este valor chegou a R$ 380 mil.



