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Grávida com rubéola luta para conseguir afastamento do trabalho

Por Redação Engeplus

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A gravidez do segundo filho, que era motivo de alegria, transformou-se num pesadelo para Sunamita Custódia, 26 anos. A funcionária de uma empresa de alimentos de Forquilhinha está com rubéola e, apesar da doença, não conseguiu tratamento nem afastamento do trabalho. “Tenho dor de cabeça, febre e as glândulas inchadas há vários dias”, cometa. A rubéola foi comprovada por exames clínicos. Sunamita trabalha numa sala de cortes de alimentos há um ano, onde a temperatura é de 10ºC.

O drama começou no mês passado, quando o diagnóstico do exame pré-natal, encaminhado pelo posto de saúde do bairro Cidade Mineira Nova de Criciúma, deu positivo. No retorno da consulta, foi orientada a refazer o exame que confirmou o primeiro resultado. A médica então emitiu atestado de sete dias e a encaminhou para o programa Criança Saudável, especialista em gravidez de risco. No local não havia médico e o agendamento foi marcado para o dia 21 de março.

Levou o atestado e os exames para a empresa que abonou somente dois dias e retorno imediato ao trabalho. Sem onde recorrer, ela procurou o sindicato que tentou uma negociação com a empresa, sem sucesso.

O secretário do Sindicato da Alimentação, Célio Elias lembra que além dela, outras grávidas estão correndo o mesmo risco de contaminação, por trabalharem no mesmo ambiente de Sunamita, que tem ventilação artificial. O sindicato esteve na Vigilância Epidemiológica de Criciúma, que considerou grave o não afastamento da trabalhadora e deve entrar em contato nesta semana com a vigilância de Forquilhinha e acionar o Cerest para tomar as ações legais.

(Colaboração/foto: Maristela Benedet / assessora sindical)

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