Greve
Greve dos agentes federais não prejudicará atendimento ao público
A paralisação tem como objetivo melhorar o sistema interno de cargos
Por Redação Engeplus
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A greve dos agentes federais que começa nesta quarta-feira, não deve prejudicar a população. Conforme o escrivão Marcus Vinícius Signor Pinkoski, os serviços prestados à comunidade permanecem normalmente. “Somente os trabalhos de polícia, como os serviços burocráticos, investigativos e na rua vão parar. Vamos continuar atendendo normalmente as pessoas na sede da Polícia Federal”, explica.
No total, a região Sul possui 22 profissionais, entre agentes, escrivães e papiloscopistas. Porém, nem todos vão paralisar as atividades. “Aproximadamente 15 profissionais devem participar da paralisação, pois alguns não fazem parte do sindicato”, ressalta o escrivão.
Entenda a greve – A paralisação tem como objetivo melhorar o sistema interno de cargos, sendo que a reivindicação principal é incluir nos editais de concurso público a obrigatoriedade de curso superior em qualquer área da Polícia Federal. “Todos que trabalham aqui dentro já possui ensino superior. Mas isso não é reconhecido pela constituição. Tornando isso uma lei todos dentro da Polícia Federal serão vistos da mesma forma e terão os mesmos direitos”, frisa Pinkoski.
A decisão de realizar a greve quatro dias antes das eleições ocorreu porque os agentes já haviam conquistado a inclusão de ensino superior no dia 7 de outubro, porém, uma medida provisória anulou a decisão.
“No dia 13 de outubro recebemos a medida provisória de anulação ao nosso pedido, ou seja, lutamos anos por isso e quando finalmente conseguimos, em uma semana, o Governo Federal nos tira novamente. Por isso decidimos paralisar”, conta o escrivão.
Pinkoski ressalta ainda que a paralisação é para que o cargo de delegado, deixe de ser de comando geral. “Não é justo ter um concurso para chefiar todo um sistema. Isso deve ser por mérito em cada setor específico, dentro da Polícia Federal”, destaca.
O delegado da Polícia Federal de Criciúma, Nelson Luiz Confortin Napp, discorda e diz que é preciso alguém para comandar as equipes. “Em qualquer organização é preciso ter alguém para comandar. Essa paralisação é imprudente, principalmente, por ser antes das eleições. Talvez a solicitação deles pode ser acatada pelo próximo Governo. Não se sabe o que será decidido após as eleições”, salienta o delegado.



