Greve dos
Greve dos Correios chega a 70% de adesão em Criciúma
Por Redação Engeplus
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Funcionários do Correios estão em greve há dois dias em todo Brasil. A categoria decidiu pela paralisação na última terça-feira. Desde os primeiros minutos dessa quarta-feira alguns profissionais estão de braços cruzados. Em Criciúma, 70% da categoria estão com as atividades paralisadas, que somam 34 profissionais. Conforme o secretário regional dos Correios, Claudemir Vieira, Criciúma possui seis agências dos Correios, sendo que quatro são terceirizadas e não aderem à greve.
“Duas, das quatro que não aderem à greve, ficam nos bairros Próspera e Pinheirinho. A matriz, que fica na avenida Centenário, e a outra agência, situada na avenida Getúlio Vargas são as que param, ou deviriam parar, pois somente na matriz os profissionais estão mobilizados. Eles querem portas giratórias, menos horas de trabalho, mas não lutam por isso, nós que acabamos reivindicando por eles”, desabafa o secretário.
Segundo o secretário, em outros municípios da região, profissionais também estão mobilizados. “Em Siderópolis, existem três carteiros, dois estão parados, o terceiro não parou porque está em fase de experiência na empresa. Em Urussanga, dos quatro carteiros, dois estão em greve. Em Cocal do Sul, dos dois existentes, um está com as atividades paralisadas e, por incrível que pareça, no município de Içara, onde o prédio caiu e as condições do atual prédio não são boas. Nenhum profissional aderiu à greve”, pontua.
Reivindicações – Segundo o secretário, a maior reivindicação é para manter o plano de saúde. Hoje, a categoria pode incluir a família no plano. Filhos até 18 anos, e se for estudante, até 24 anos, e os pais com idade superior a 65 podem ser inclusos no benefício. “Com o novo plano, será pago R$ 89 por pessoa”, destaca.
Além do plano de saúde, a categoria pleiteia um aumento de 10% acima da inflação, lembrando que a categoria possui 33% de perda salarial desde 1994. A categoria também quer maior efetivo. De acordo com o secretario geral, Criciúma esta com um déficit de 17 carteiros. “Assim nos temos que trabalhar no sábado e fazer duas horas extras por dia, para darmos conta da demanda”, relata.
Proposta – Nessa quinta-feira, uma reunião no Supremo Tribunal Federal entre sindicato e a categoria foi realizada e nenhum acordo foi acertado. Segundo Caludemir, foi proposto pelo Supremo ticket vale-alimentação de 8,84%, aumento linear para os trabalhadores no valor de R$ 80, e reajuste salarial de 5,02%.
Na próxima segunda-feira, ao meio-dia, uma nova reunião vai acontecer. Se nenhum acordo for firmado, a proposta será ajuizada no Supremo Tribunal Federal. “Se for ajuizado, esse valor será acertado, como aconteceu na greve do ano passado, quando ficamos 27 dias parados”. Se o acordo for firmado, a categoria volta ao trabalho na próxima terça-feira. Segundo os carteiros, vai levar uma semana para normalizar a entrega das correspondências.



