Paralisação
Greve dos professores completa duas semanas nesta terça-feira
Movimentos da categoria continuam. Ato será realizado nesta terça-feira em Florianópolis
Por Redação Engeplus
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A greve dos professores completa duas semanas nessa terça-feira, dia 7. Nesta tarde, uma assembleia macrorregional com a presença de líderes das escolas concentradas no litoral catarinense será realizada em Florianópolis. Segundo a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte/SC), Cintia dos Santos, será realizado um ato para pressionar diretamente o governador do Estado, Raimundo Colombo.
Nessa segunda-feira, dia 6, um documento foi entregue ao governador para que uma audiência pública seja realizada diretamente com Colombo. “Queremos tratar o assunto com ele, já que com o secretário de Educação, Eduardo Deschamps, não há diálogo. No entanto, o governo não nos recebe para não passar por cima da secretaria de Educação, o que mostra um desespero deste governo”, comenta.
A categoria esteve nesta segunda-feira na Gerência Regional de Educação (Gered) para cobrar com quem ficará o cargo da gerência regional, que até então era ocupado por Luiz Rodolfo Michels, que pediu a exoneração do posto.
Na última semana, o comando de greve dos professores das escolas instaladas nas cidades da região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) convocou uma coletiva de imprensa para expor os últimos encaminhamentos da paralisação da categoria. Segundo Cintia, uma videoconferência realizada na semana passada entre Deschamps e os diretores das escolas estaduais causou um impacto na mobilização.
Cintia orienta que os alunos e professores que receberem ligações de diretores para que eles retornem as escolas se dirijam até as delegacias e registrem um Boletim de Ocorrência (B.O) por assédio, levando em consideração que a greve é legal. De acordo com a sindicalista, os contratos dos professores estão sendo retidos. Isso deixa os profissionais irregulares nas escolas, colocando os alunos em risco, pois eles não possuem direitos e não estão responsáveis pelo aluno.
O comando de greve ainda ressaltou as faltas dos professores por causa dos dias parados. “Está previsto na constituição brasileira que todo trabalhador tem direito a greve sem punições. Além destes contras, levamos em consideração também as ameaças sofridas pelos diretores e pelo Estado”, destaca Cintia.



