Greve dos
Greve dos transportadores de valores segue, afeta bancos e a população
Por Redação Engeplus
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Os funcionários das empresas de transporte e valores estão com as atividades paralisadas, desde segunda-feira. Os colaboradores reivindicam reajuste salarial de 10%. A paralisação de quatro dias já afeta os bancos de Criciúma e a população. A situação se agrava com o período de início de mês, no qual os bancos registram maior movimento.
Em reunião na manhã desta quinta-feira, funcionários da Prosegur e outras duas empresas não chegaram a um acordo. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc), Vilson Soares dos Santos, a greve continua. “Os patrões propuseram aumento de 4% de reajuste, mas os trabalhadores não aceitaram. Continuamos paralisados por tempo indeterminado”, afirma o presidente.
O salário base da categoria é de R$ 1.089, com o reajuste de 10%, os colaboradores passariam a receber R$ 1.197. Cerca 90 trabalhadores continuam em greve, em Criciúma, e 1,5 mil em todo Estado.
De acordo o supervisor administrativo do Banco Bradesco, que prefere não ser identificado, o dinheiro nos caixas eletrônicos está quase zerado. “Temos 13 caixas para saque, mas somente dois estão operando”, revela. “Estamos liberando no máximo R$ 1 mil por pessoa. Esse é o limite máximo que cada pessoa pode sacar”, adianta.
A população corre contra o tempo para sacar dinheiro. “Eu fui pega de surpresa, nem sabia dessa greve. Meu filho precisa sacar uma quantia grande hoje, agora não sei como vamos fazer”, fala a ajudante de serviços gerais. Já a aposentada, Marlene dos Santos, correu para sacar seu pagamento. “Vim agora de manhã para garantir o meu”, conta.



