Greve: servidores
Greve: servidores públicos federais sem data para voltar ao trabalho
Por Redação Engeplus
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Os servidores públicos federais da Justiça Federal de Criciúma continuam em greve. Em Criciúma, a paralisarão dura dez dias e segue o movimento nacional. A reivindicação dos servidores é pela reposição salarial que não acontece desde 2006. Conforme a representante do Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina (Sintrajusc) na Região Sul, Luciana de Sousa Cechinel Bez Batti, somados os seis anos, a defasagem salarial chega a 41%, referente à inflação. Na segunda feira o Ministério Público Federal também aderiu à paralização, com as mesmas reivindicações.
“Nesta semana, a presidente Dilma expôs uma proposta que não foi aceita pelo sindicato de Brasília. Criciúma vai seguir na mesma linha do sindicato, bem como Florianópolis, não aceitamos a proposta e vamos continuar com a greve”, afirma. Segundo Luciana, a proposta da presidente foi de 15,8%, que iria ser pago em três vezes anuais. “Seria 5,3% pagos em janeiro de 2013, 5,3% em 2014 e 5,3% em 2015; com essa proposta, os servidores não vão voltar aos trabalhos. Vamos esperar uma proposta decente, tratamos isso como um desrespeito aos servidores”, pontua.
Enquanto isso, 70% dos servidores de Criciúma estão de braços cruzados. “Somente os serviços essenciais à população continuam, como o atendimento ao público, na qual dois servidores fazem revezamento, além do assessor de gabinete e o diretor de secretário”, destaca a representante.
Conforme Luciana, um dos objetivos da greve é presionar o governo, para que inclua a PL da reposição salarial até o dia 31 de agosto, data que termina o prazo para que o Governo Federal inclua todos os gastos para o próximo ano. “Enquanto não for aceita a PL ou não for apresentado uma proposta decente não temos previsão para voltar aos trabalhos", adianta.



