Guardiões da Galáxia 2 diverte, mas não agrega muito às produções da Marvel

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Guardiões da Galáxia 2 diverte, mas não agrega muito às produções da Marvel

Especial: Willian Bongiolo

O primeiro Guardiões da Galáxia veio como uma gigantesca surpresa. Ninguém conhecia o grupo de heróis e as chances de a produção fracassar eram óbvias, mas ao conseguir empregar uma boa dinâmica em equipe e não se levar a sério, o longa conseguiu a aprovação de crítica e público. Porém essa segunda parte seria muito mais complicada, já que agora a expectativa é alta e a comparação com o primeiro é inevitável. Infelizmente, o filme não consegue trabalhar com isso.

Nesse segundo volume os Guardiões precisam dar continuade ao grupo formado ao final do primeiro longa, e ao mesmo tempo que vão descobrindo pistas sobre o paradeiro do pai de Peter Quill. Mais que um filme de super heróis, essa continuação trata sobre paternidade, orgulho e pertencimento. Todos os personagens ali presentes se envolvem em dilemas interiores ao se depararem com o planeta Ego, fazendo com que cada personagem tenha seu próprio núcleo de desenvolvimento e tenha começo, meio e fim.

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Porém a falta de identidade própria atrapalha os planos do diretor James Gunn. Essa dinâmica de separar a equipe em duplas foi feita de forma bem melhor em Star Trek Beyond, assim como a jornada de Peter Quill por descoberta de sua identidade se assemelha a de Rey no infinitamente melhor Star Wars Episódio VII.

Além, claro, de usar vários momentos chave do primeiro filme e repetí-lo nesse: a cena inicial da dança que virou icônica no primeiro filme, aqui é apenas extensa demais e gratuita já que a do primeiro filme servia para pontuar a personalidade de Peter e a desse segundo volume é apenas uma propaganda para o boneco do Baby Groot.

Por fim, ainda temos conveniências no roteiro apenas para que o final aconteça da forma que aconteceu. Um povo inteiro é construído e desenvolvido apenas para que sirva de vilão bélico, pois o diretor e roteirista provavelmente não confiou na inteligência do público em entregar apenas um vilão metafórico como Ego. Além de que um dos personagens do grupo acaba aprendendo a usar poderes sem o menor treinamento ou habilidade necesária. Enfim, é um filme que diverte o público com as cinco piadas a cada minuto, mas que não agrega nada às produções da Marvel Studios.

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