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Inovação e Tecnologia

Hacktown 2019: uma experiência no maior festival de inovação do Brasil

Número de visitantes ao evento chega a quase 20% da população da cidade anfitriã

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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É muito pouco provável que você tenha ouvido falar em Santa Rita do Sapucaí, cidade ao Sul de Minas Gerais conhecida como o Vale da Eletrônica. O pequeno município de 36 mil habitantes, no entanto, alcança reputação internacional graças ao polo tecnológico desenvolvido com a vocação para o mercado das telecomunicações, com seus centros educacionais e mais de 160 empresas de tecnologia inseridas na região.

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Neste ambiente se realiza o Hacktown, considerado o maior festival de inovação do Brasil. Eu estive lá na edição desse ano, entre 7 e 8 de setembro, e pude constatar um evento singular.

Começamos pelo conceito de “hackear uma cidade” (nesse caso, o termo hack no sentido bom, de ocupar) com mais de 300 atividades simultâneas durante os quatro dias. Universidades, praças, restaurantes, bares, cafés, por todo lugar se encontrava algo para fazer. Workshops, painéis, palestras, shows musicais, meditação, uma variedade enorme. E sim. A arte e a espiritualidade fazem parte da programação deste evento recheado de propósito.

As temáticas também ofereciam uma infinidade de opções aos “hackers”. Assuntos ligados a empreendedorismo e startup, inovação, tecnologias, ser humano exponencial, organizações disruptivas, educação no século XXI, futuro do trabalho, cidades inteligentes, diversidades, bem como a arte tiveram conteúdos ricos abordados por palestrantes altamente capacitados recheavam a programação. “Nosso objetivo é juntar o melhor da tecnologia com o melhor do humano”, sentencia um dos organizadores do Hacktown, Ralph Peticov.

Nesse universo de coisas pra se fazer, a preocupação central está na conexão das pessoas. Isso se percebe com muita clareza andando por Santa Rita nos dias de Hacktown. A galera se mostra muito aberta a conversar, fazer conexões. E a organização contribui para isso na organização do evento ao colocar pelo menos 30 minutos de intervalo entre uma atividade e outra. “Temos uma lógica de ser uma ‘máquina de encontros casuais’. A gente faz com que as pessoas se encontrem pelo conteúdo e por afinidade, seja ela cognitiva ou até mesmo afetiva”, comenta Marcos David, também cofundador do evento.

Inovação misturada com arte e discussões sobre o humano

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O olhar transversal sobre o ser humano e as diversidades como fatores primordiais para a inovação tão presentes no propósito, sem dúvidas, marcam o Hacktown e reverberam no ambiente de Santa Rita do Sapucaí. Na verdade essa conexão de cultura e ideais de evento e cidade é muito forte. Na próxima semana vou trazer uma entrevista com o prefeito da cidade que confirma isso de uma forma impressionante.

Para citar exemplos disso, logo na abertura o tema no auditório principal do Inatel, principal instituição de ensino superior de Santa Rita do Sapucaí, abordou o “Futuro é Fe+Male”, com ênfase à presença feminina nas organizações e como a igualdade de gênero quando aplicada promove times mais criativos e inovadores. Da mesma forma nos dias seguintes ampliando os debates em torno das diversidades de gênero e etnias.

Essa é apenas um das mensagens e ensinamentos do Hacktown e da cidade de Santa Rita do Sapucaí, uma pequena cidade que até os anos 1960 vivia do café e do leite (aliás o doce de leite de lá, meus amigos, é excelente) e hoje possui um forte ecossistema de inovação, atrai um relevante PIB intelectual e desenvolve parcerias com gigantes mundiais da tecnologia. Nos próximos dias trarei mais conteúdos. Mas antes eu convido você a ouvir o podcast Toque de Mídia sobre o festival. Em uma conversa gostosa, Kaki Farias, Andressa Fabris e eu falamos a experiência no evento. Acompanhe a gente no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Castbox e Deezer!

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