Heitor atribui
Heitor atribui derrota à questão da mina
Por Redação Engeplus
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A implantação da mina das Empresas Rio Deserto na comunidade de Santa Cruz custou caro ao prefeito de Içara, Heitor Valvassori. Ao avaliar o resultado das urnas nesta sexta-feira, ele admitiu que a reação dos agricultores influenciou o eleitorado do centro. “Me tirou em torno de 2 mil votos e agora espero que o meu sucessor cumpra o que prometeu na campanha”, expressou.
Prefeito pela segunda vez, a primeira entre 1989 e 1992, Heitor saiu-se bem neste mandato em todos setores, com exceção da questão da mina. Investiu na saúde, educação, urbanização, habitação e soube atrair investimentos para várias áreas industriais, no vácuo da duplicação da BR-101. Sem exagero, e talvez por ironia do destino, fez em quatro anos o que pretendia fazer em oito.
“Tive a felicidade de contar com um secretariado eficiente, mas o sucesso de uma administração depende da proximidade do prefeito de seus assessores”, advertiu. “Fui um prefeito chato porque sempre cobrei providências, muito trabalho e resultados semana após semana. Por isso, as obras saíram do papel, mas devo muito aos meus assessores.”
No retorno à prefeitura, Heitor bate ponto em seu gabinete todas as manhãs para cobrar a conclusão de obras. No dia 1º de dezembro, inaugura a unidade de saúde 24 horas na Vila Nova e deixa engatilhada ao sucessor uma verba federal de R$ 700 mil para uma creche, com contrapartida de apenas R$ 7 mil. Também encaminhada, a construção do Complexo Cultural.
PÁGINA VIRADA
Longe do calor das urnas, é possível que a gestão de Heitor seja lembrada no futuro como um divisor de águas na história de Içara. Ele construiu casas populares, levou médicos a bairros distantes, como a Urussanga Velha, concluiu a recuperação da Lagoa do Jacaré, ergueu escolas, praças e até um viaduto na SC-444, integrando bairros ao centro. Em 2008, trouxe o Cefet para o município.
Numa parceria com o Governo do Estado, empenhou 33% do investimento na abertura e pavimentação do Acesso Sul ao Balneário Rincão. Também em 2008, viabilizou o traçado de uma Via Expressa à BR-101, a Ligeirinha. Para os registros históricos, sua administração já é página virada. Para o sucessor Gentil da Luz, um parâmetro de gestão à sua cola nos próximos quatro anos.
(Fotos/colaboração: Neka Dal Pont / PMI)



