Heróis do
Heróis do passado: 20 anos
Por Redação Engeplus
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Não houve noite igual na história de Criciúma. Às 18 horas de domingo, 2 de junho de 1991, Criciúma e Grêmio pisaram no gramado do Heriberto Hülse para decidir a Copa do Brasil. O empate em 0 a 0 fez estourar, logo depois das 20 horas, a maior festa que a cidade já viu. "O nosso time era o melhor do Brasil em 1991 e 92. Já devíamos ter sido campeões em 1990", lembra o capitão Itá, que teve a responsabilidade de erguer a taça que até hoje está exposta no clube.
A festa avançou pela madrugada. A maior concentração de torcedores foi na avenida Centenário, próximo à Estação Rodoviária. "Ficamos até 2 horas da manhã na rua comemorando", lembra a torcedora Ivone Camilo Fernandes.
Mesmo com toda a confiança, havia uma tensão no ar antes da decisão contra o Grêmio. "Estávamos muito confiantes, mas também apreensivos. A responsabilidade era grande e nossa atuação não foi tão boa quanto em Porto Alegre onde empatamos em 1 a 1", lembra Itá.
A torcida chegou cedo ao Majestoso. "O estádio já estava lotado às duas da tarde. Olhei pela janela do vestiário, vi aquele povo todo e comentei com o Sarandi, o Soares, que tinha gente demais", comenta Roberto Cavalo.
Enquanto centenas de tricolores invadiam o gramado após o apito final do árbitro Cláudio Cerdeira, a reação dos jogadores foi correr em direção ao vestiário. "Queríamos nos reunir. Fizemos a nossa festa no vestiário e voltamos para o campo onde havia aquele mar de gente para receber a taça", diz o zagueiro Altair.
Na foto, os campeões do Brasil comandados pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Na primeira fila da esquerda para a direita, Jair, Sarandi, Soares, Jairo, Gélson e Itá. Na segunda fila, Vilmar, Wilson, Evandro, Évelton, Almir, Alexandre e Omar. Sentados, Everaldo, Vanderlei, Grizzo, Adilson Gomes, Jairo Lenzi, Roberto Cavalo e Zé Roberto.



