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Hidrantes ainda

Hidrantes ainda são utilizados?

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos:Richard De Luca

É cena típica de filme norte-americano ver bombeiros utilizando hidrantes das ruas para combater incêndios. Mas será que aqui em Criciúma os hidrantes têm alguma serventia? De acordo com o Corpo de Bombeiros, são 55 instalados e apenas 27 em funcionamento na cidade.

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Os hidrantes são fixados em locais com mais possibilidade de incêndio e com maior movimento de pessoas. No Brasil, diferentemente de outros lugares do planeta, a tubulação dos hidrantes é a mesma da que leva água às residências e comércios, o que acaba prejudicando no combate ao fogo. “Não conseguiremos utilizar os hidrantes em uma situação de incêndio porque o uso da água nas casas baixa a pressão, fazendo com que a água não chegue com força à ponta da mangueira”, explica o tenente do Corpo de Bombeiros, Atila Medeiros Sarte.

Apesar de não serem utilizados para o combate direto ao fogo, os hidrantes são usados para o abastecimento dos dois caminhões tanque do Corpo de Bombeiros. O decreto 2.138 de 20 de fevereiro de 2009 diz que a responsabilidade de manutenção dos hidrantes é da gerenciadora de água de cada município. Conforme o tenente Sarte, a Casan foi informada sobre os 28 hidrantes problemáticos em junho deste ano e até agora a recuperação não foi realizada. “Os hidrantes não fazem falta até que aconteça um grande incêndio que precisamos deles. Hoje este número falho de funcionamento é um grande problema”, crê o bombeiro.

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O gerente regional da Casan, Alessandro Rabelo, diz que um ofício para o reparo dos hidrantes não foi apresentado à gerenciadora de água. "O que recebemos foi um ofício para a implantação de novos hidrantes nos bairros de Criciúma que estamos colocando aos poucos. Mas assim que for encaminhado um pedido para arrumar os hidrantes inativos vamos resolver o problema na medida do possível", afirma.

Solução nos edifícios - Outra lei auxilia no combate às chamas em edificações com mais de quatro pavimentos. É obrigatório ter uma reserva técnica com, no mínimo, cinco mil litros de água, na caixa de água do prédio. Uma saída em frente ao condomínio leva está água aos bombeiros. “Em caso de terminar água nos nossos caminhões podemos pressurizar essa água e ter uma ajuda a mais”, conta.

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