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Hipertensão arterial é a maior causa de mortes maternas na Amrec

Taxa de mortalidade é maior na faixa etária dos 20 aos 49 anos

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Nos municípios da região carbonífera, a taxa de mortalidade materna é maior na faixa etária dos 20 aos 49 anos, e a maior parte das mortes ocorre em decorrência de hipertensão e eclampsia. As informações foram levantadas por alunos da sexta fase do curso de Enfermagem da Unesc, tendo como fonte a Base de Dados do DataSus, vinculado ao Ministério da Saúde, entre 2010 e 2014.

Os estudantes foram orientados pelas professoras Cecília Marly Spiazzi dos Santos e Cristiane Damiani Tomasi e a pesquisa irá subsidiar ações do Comitê de Mortalidade Materna e Infantil do Município de Criciúma, do qual participam Cecília e as também professoras do curso de Enfermagem da Universidade, Ioná Vieira Bez Birolo e Francielle Lazzarin Gava.

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“O município de Criciúma figura entre aqueles de mortalidade materna elevada, com causas evitáveis. Segundo os dados levantados, em 2014, 3,55 de cada 100 mil mulheres que tiveram filhos morreram em decorrência de problemas como hipertensão, pneumonia, complicações no parto, aborto e infecções puerperais”, comenta Ioná.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 287 mil mulheres morrem anualmente no mundo por problemas relacionados à gravidez. Isso significa quase 800 casos por dia, sendo que 90% das mortes de mulheres grávidas poderiam ser evitadas com o atendimento adequado, segundo o levantamento. No Brasil, a morte materna é uma das principais causas de morte de mulheres até os 49 anos.

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Ações sugeridas pelo Comitê de Mortalidade Materna e Infantojuvenil de Criciúma

Ampliação do acesso e qualificação da assistência à gestante e a criança nas Unidades de Saúde – básicas, especializada e hospitalar;

Planejamento familiar e pré-natal em todas as Unidades;

Assistência multidisciplinar;

Garantia de acesso ao serviço no momento da necessidade;

Pré-natal para gestantes com alto risco;

Gerenciamento da assistência com monitoramento permanente do seguimento

dos protocolos e fluxos de cuidados;

Qualificação do transporte inter-hospitalar;

Ampliação do acesso a serviços de UTI e cirurgias especializadas para gestantes e recém-nascidos.

Colaboração: Milena Nandi/Comunicação Unesc

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