Dia Nacional de Prevenção e Combate
Hipertensão: uma morte a cada dois minutos
No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano. Doença também atinge outros países
Por Redação Engeplus
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A hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, mata 300 mil brasileiros por ano, ou seja, em torno de 820 pessoas por dia, segundo a SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão). Os números alarmantes preocupam entidades que apoiam a Campanha do Dia Nacional de Prevenção e combate à Hipertensão, comemorado hoje dia 26 de abril.
"Se fizermos um cálculo rápido, chegamos nesse exemplo, de que uma pessoa morre a cada dois minutos. Essa campanha visa diminuir o número de mortes ligadas a hipertensão", afirma o médico cardiologista Christian Dal Pont.
Ele explica que para ser hipertenso, a pessoa pode ter predisposição genética ou estar exposta aos fatores de risco ambientais para desenvolver a doença, tais como aumento de peso, colesterol alto, diabetes e sedentarismo. O envelhecimento natural da população também aumenta a prevalência da hipertensão arterial, sendo que estima-se que hoje, aproximadamente 65% da população acima de 65 anos são hipertensos. Com o aumento da expectativa de vida, que atualmente é de 75 anos no Brasil, há o aumento da população idosa e consequentemente o aumento de hipertensos",ressalta.
O médico aponta que esse não é apenas um dado preocupante no Brasil. " São fatores de risco que estamos nos expondo e isso é comum em todos os países, sejam nos desenvolvidos e nos subdesenvolvidos. “É claro que a predisposição genética não conseguiremos modificar, mas podemos mudar o nosso estilo de vida e assim minimizar os riscos de adquirir essa doença”, conta.
Diagnóstico e tratamento
O cardiologista também explica que a hipertensão não é responsável por muitos sintomas." A grande maioria das vezes, são queixas vagas, o que faz com que não chame muito a atenção das pessoas. Na maioria das vezes o paciente relata uma dor de cabeça mal definida, sintomas de mal estar mal definidos ou até algum distúrbio visual", comenta.
A hipertensão é determinada pelos níveis elevados da pressão sanguínea no corpo, igual ou maior que 12 por 8. De acordo com o cardiologista, o paciente inicialmente diagnosticado pode ganhar uma medicação ou não, de acordo com o nível da pressão no momento do diagnóstico.
"Devemos comprovar o diagnóstico com medidas eficazes de controle de pressão, tais como a medida de 24hs chamada de MAPA ou um controle residencial prolongado da pressão, chamado MRPA. Na grande maioria dos casos deve-se individualizar o tratamento, sendo sempre iniciado por medidas não farmacológicas do tratamento da hipertensão. Como fazemos isso? Reduzimos o consumo de sal diário, verificamos se tem alguma medicação que está causando o aumento da pressão e pedimos para que o paciente faça atividade física e perca peso. Na falha desse tratamento, que acontece no período de dois a três meses, em caso de paciente hipertenso com alto risco cardiovascular, iniciamos a medicação", finaliza.



