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Hospital infantil

HISC: a espera continua

Com apoio de parlamentares, prefeitura pede liberação de recursos destinados à conclusão da obra

Por Redação Engeplus

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Foto: Juliano Machado

A conclusão da obra que transformará o Hospital Infantil Santa Catarina (HISC), em Criciúma, em referência em maternidade também, aguarda a liberação de recursos. Nesta tarde, o prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo, e o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, o deputado federal Marco Tebaldi, estiveram na instituição para que o chefe do Executivo mostrasse o que falta para a obra ser terminada. O projeto – e obras - de transformar a instituição em Hospital Materno Infantil já se arrasta há mais de 20 anos. Para a conclusão da estrutura e a compra de equipamentos, foi solicitada ao deputado a liberação de R$ 25 mil em emenda parlamentar.

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“Vim aqui hoje para reforçar a criação de uma unidade parlamentar e assim conseguirmos a liberação do recurso. A emenda teve seu orçamento aprovado no ano passado, a presidente Dilma Rousseff já aprovou, agora precisamos lutar para a liberação da verba. É preciso que nos livremos de vaidades porque o esforço tem que ser dos parlamentares do Sul. A expectativa é liberar esse valor até o mês de maio”, prevê Tebaldi. As dependências do hospital e obra foi visitada por Tebaldi e demais autoridades e parlamentares.

Conforme a secretária de Saúde de Criciúma, Geovânia de Sá, a ala materna está em fase de conclusão. “O recurso será empregado na construção da estrutura de apoio como lavanderia, refeitório, banco de olhos e de leite, centro cirúrgico, centro de esterilização de materiais, necrotério. O custeio e manutenção mensal não está incluído. Quando concluída a obra seremos referência, entre Florianópolis e Porto Alegre (RS), o único hospital infantil que terá atendimento materno também”, esclarece a secretária.

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A irmã Elaine Carlos Raulino, coordenadora do hospital, afirma que há dia com picos de 200 atendimentos no HISC. Estão disponíveis 29 leitos pediátricos, dez de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 17 leitos no pronto socorro e observação.

Enquanto acontecia a visita nas dependências da obra, na recepção do Hospital Infantil Santa Catarina um velho problema se repetia. O acúmulo de crianças e a demora do atendimento, conforme reclamaram alguns pais que aguardavam a vez com crianças no colo. Joel Antonio Medeiros, 44 anos, morador do bairro Santa Luzia, estava na fila de espera como filho febril desde as 14 horas. Às 17 horas ainda não havia sido atendido. “Um pai se irritou com a demora hoje e se exaltou. Alguém chamou a Polícia Militar, que veio até aqui. Aqui a gente perde a paciência, as crianças estão febris, o atendimento é moroso, é uma vergonha. Tem ar condicionado instalado também e não é ligado na recepção, o bebedouro tem água quente. Falta boa vontade e investimentos. A espera é muito grande”, descreve Medeiros, com indignação.

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