Criciúma
História do futebol é resgatada em exposição
4ª Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol foi realizado no Majestoso
Por Redação Engeplus
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A história do futebol, principalmente dos clubes catarinenses, foi resgatada neste fim de semana por meio de uma exposição de camisas. O evento aconteceu no estacionamento do estádio Heriberto Hülse e reuniu colecionadores, torcedores, e amantes do esporte considerado a paixão nacional.
Dono de uma das maiores coleções de camisas de Santa Catarina, George Akui conta com mais de 800 peças. “Comecei a coleção em 1995. Sou natural de Santos (SP) e viajava muito para São Paulo, então um amigo pediu para trazer algumas camisas. Trouxe e vendi algumas, outras sobraram e acabei gostando. Sempre entro em sites especializados e converso com grupos de colecionadores para negociar camisas. Minha coleção é bem diversificada, não fica apenas nos clubes de Santa Catarina. Tenho de bastantes clubes internacionais e, além das camisas, também tenho muitos agasalhos”, conta o funcionário público, que mora em Florianópolis.
O professor aposentado, Ivoir Fortuna, observou de perto a coleção de Akui, entre outras trazidas por colecionadores de cidades como: Chapecó, Joinville, Itajaí e Porto Alegre. Apesar de não ser colecionador, o morador do Centro tinha nas mãos uma das peças mais cobiçadas do 4ª Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol: uma camisa do Metropol de 1962.
“Joguei nas categorias de base do Metropol, morava próximo ao estádio e tinha muita ligação com o clube. Essa camisa ganhei devido a minha relação com o pessoal do Metropol. O máximo que me ofereceram foi R$ 1 mil, mas por menos de R$ 3 mil não dá nem para começar a pensar em vender”, revela Ivoir.
Entre o público que prestigiou a exposição estava Marlon Rodrigues Xavier. Revelado pelas categorias de base, atualmente o garoto é titular da lateral-esquerda do Tigre. Mesmo sendo natural de Cascavel, no Paraná, o garoto de 18 anos demonstrou conhecer bem a história do Criciúma.
“Sabia que o clube teve origem com o Comerciário, que a camisa era azul e branca. É muito importante o jogador conhecer a história do clube que está representando. Fiquei feliz de ver esse acervo com várias camisas do Criciúma. Também coleciono algumas camisas de clubes internacionais”, revela Marlon.
Para Fernando Rech Geremias, um dos organizadores do evento, o 4ª Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol superou as expectativas e foi considerado um sucesso. “Nosso objetivo é passar essa cultura do colecionismo e resgatar um pouco da história dos clubes. O público veio em peso ver as relíquias de cada colecionador. O encontro foi muito bom. Agora, já estamos preparando o próximo evento que será em Chapecó, ele deve acontecer na metade do próximo ano”, comenta Geremias.



