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Criciúma

História que se vai com o sumiço das placas de bronze

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Somente neste ano, 132 crianças de cinco escolas de Criciúma testemunharam, dentro do exitoso projeto Turminha do Futuro, uma realidade de abandono histórico da cidade. Ao tomar parte da primeira viagem das sete que a iniciativa da ACTU oferece, a meninada, de 8 a 10 anos, compartilhou da angústia da pedagoga Marlene Marcos Laranjeira.

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“Eu estava certa vez falando de Criciúma do passado, citando às crianças o nosso primeiro prefeito, Marcos Rovaris, e quando me virei para o busto percebi que a placa de bronze que identificava o monumento não estava mais ali”, recorda, lembrando um episódio de dois anos atrás. “De lá para cá temos percebido que muitas placas de bronze de monumentos da cidade sumiram e não foram mais repostas”, lamenta.

Ainda na praça Nereu Ramos, o próprio busto de Marcos Rovaris esteve ausente, mas por conta das obras do Canal Auxiliar entre 2011 e 2014, quando foi recolocado. Entre as placas de bronze que também desapareceram estão a da Homenagem a Zumbi, perto da Estátua do Mineiro, e a peça ali próxima, defronte ao Edifício Filhinho, que identificava as famílias colonizadoras de Criciúma.

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“Essa placa do Monumento do Imigrante era muito bonita, com os nomes das famílias, são placa que simplesmente sumiram nos últimos dois anos e nós, que fazemos o projeto com as crianças e apresentamos a história da cidade, percebemos”, refere Marlene. Perto dali, na Praça do Imigrante na rua Marechal Deodoro, outra placa de bronze quase foi surrupiada. “Tentaram arrancar e não conseguiram, a placa está lá pendurada”, informa a pedagoga.

Os pontos históricos da cidade fazem parte dos roteiros do Turminha do Futuro que completou dez anos em 2017 e já atendeu mais de 4,7 mil crianças.

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