Cirurgias Eletivas
Hospitais da Amrec analisam propostas para assumir cirurgias eletivas do HSJosé
Reunião na tarde de hoje propôs especialidades que cada instituição poderá realizar
Por Redação Engeplus
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Na tarde desta sexta-feira, dia 10, diretores e representantes de hospitais da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), e também do Hospital Municipal de Meleiro, estiveram reunidos com a gerente regional de saúde, Lisiane Tuon, e com o presidente do Colegiado de Saúde da Amrec, Lauro Nogueira, para definir as possibilidades de distribuir as cirurgias eletivas do Hospital São José. O objetivo é contribuir com a instituição, que está com algumas atividades paralisadas devido a falta de recurso, e também melhorar o aproveitamento dos demais hospitais.
De acordo com Nogueira, todas as instituições hospitalares dos municípios da região, que possuem o Sistema Único de Saúde (SUS), têm capacidade para atender os procedimentos de média complexidade, no entanto, operam com uma taxa de aproveitamento muito baixa, com somente 20%. "Muitos hospitais possuem leitos vagos, mas que não são aproveitados. Isso acontece porque alguns municípios possuem poucos habitantes e não tem necessidade de um hospital, mas, recebem contribuição do SUS, que é pouco aproveitada pois as instituições não se especializaram e não se vocacionaram, e nós queremos vocacionar esses hospitais. Com o atendimento distribuído, nós tiramos o Hospital São José da média complexidade, e deixamos ele seguir o caminho dele que é a alta complexidade", explica.
O Colegiado de Saúde, conforme ele, elaborou um Plano de Organização Hospitalar, para melhor distribuir os atendimentos na região. Este projeto funciona da maneira que cada hospital fará o atendimento que tem vocação, ou seja, equipamentos, profissionais capacitados, especialidades e demanda. "O objetivo é que todos os pacientes sejam atendidos via SUS, e que se diminua o tempo de espera nas filas. No HJS temos pacientes que estão na fila há mais de um ano, ou dois. E também há casos, que quando o paciente é contemplado com a cirurgia e é procurado, já está morto. Esse plano é para que todos os hospitais trabalhem, e que os pacientes sejam atendidos de uma forma mais rápida", completa.
Hospitais e especialidades - Toda distribuição e pagamento dos procedimentos é realizado através do Programa Nacional de Cirurgias Eletivas (PNCE), que segundo a gerente de saúde, Lisiane Tuon, paga individualmente os atendimentos a mais que os hospitais realizarem. "Se o hospital fizer dez cirurgias, ele receberá pelas dez. Esses hospitais já realizam esses atendimentos, então vamos aumentar a capacidade", explica.
Pelo menos cinco instituições da Amrec e uma da Amesc se propuseram a participar do plano. As diretorias, inclusive, de acordo com Lisiane, já haviam discutido o assunto com os médicos, e tido o consentimento do Corpo Clínico de cada hospital. O hospital São Judas Tadeu, de Meleiro, por exemplo, já participou em 2011 do PNCE, recebendo o atendimento do Regional de Araranguá. Conforme a diretora administrativa da instituição, Patrícia Minatto, só no ano passado o hospital realizou 900 cirurgias de média complexidade. "Nós temos 50 leitos e duas salas de cirurgias, e pretendemos ampliar esse número com qualidade e segurança para os pacientes", diz.
Depois da reunião de hoje, cada administração deverá avaliar a proposta de vocacionamento, para a realização dos atendimentos, e divulgar após reunião que será realizada ainda na semana que vem. Veja abaixo a lista de especialidade para os hospitais dos municípios que irão participar do plano:
Orleans - Cirurgia Geral e Ortopedia;
Nova Veneza - Cirurgia Geral, Ortopedia, Otorrino, Ginecologia, Oftalmologia, Proctologia e Obstetrícia;
Morro da Fumaça - Cirurgia Geral e Otorrino;
Içara - Ortopedia, Cirurgia Geral, Oftalmologia, Otorrino e Ginecologia;
Urussanga - Ortopedia, Otorrino, Vasectomia e Laqueadura
Meleiro - Cirurgia Geral, Ortopedia e Ginecologia



