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Hospital São José e Estado continuam sem acordo

Nova reunião será realizada nesta terça-feira, em Florianópolis

Por Redação Engeplus

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Foto: Douglas Saviato

Foi realizada nesta segunda-feira, dia 23, uma coletiva de imprensa no Hospital São José, de Criciúma. Na ocasião, foi ressaltado o momento financeiro vivido pela instituição perante o Governo de Santa Catarina. Na última quinta-feira, dia 19, uma reunião entre os dirigentes do hospital junto com os representantes do Estado terminou sem acordo. Os números apresentados pelo hospital são superiores a R$ 14 milhões em serviços prestados e não pagos. A secretaria estadual de Saúde, no entanto, reconhece R$ 7,8 milhões devidos.

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A diretora da instituição, irmã Líbera Mezzari, ressalta como um desrespeito esta diferença. “Sentimos desrespeitados como pessoa e como profissional. São 1,5 mil profissionais que fazem girar este hospital 24 horas por dia, sete dias por semana. Só do corpo de enfermagem temos 500 pessoas que se revezam, mais de 500 médicos e na sua maioria todos especialistas, além de 51 médicos residentes, estudantes, estagiários, voluntários e também consultores. Desta forma, esperamos respeito e justiça”, frisa.

A reunião da última quinta-feira, segundo o assessor jurídico do Hospital São José, Paulo Góes, é o resultado de um trabalho que iniciou em 2014 referente à contratualização que precisa ser assinada para que o hospital possa a partir do mês de abril ter uma nova realidade.

“Toda comunidade está a par de um pleito que era apresentado pelo hospital a partir de um estudo realizado na casa, tendo inúmeras necessidades que o hospital dispõe para atender as demandas. A proposta era de R$ 2,5 milhões e em meados de fevereiro houve uma proposta do Estado de R$ 800 mil de recursos novos. Naquele momento, o hospital teve o entendimento que necessitaria se readequar, diante do orçamento apresentado pelo Estado", comenta.

Com base nisso, para poder atender dentro do orçamento, o hospital teria que repensar a prestação do serviço.

"A reunião era com o propósito de discutir o equilíbrio econômico financeiro do pronto-socorro, o pagamento dos excedentes em atraso e a transferência da Maternidade Materno Infantil Santa Catarina, mas a pedido do secretário de saúde municipal, a reunião deveria ser referente aos valores em atraso, no entanto, não abrimos mão de continuar discutindo o equilíbrio financeiro e a transferência do Materno Infantil, questões que são de responsabilidade do município”, frisa o assessor jurídico.

Nessa reunião, o Estado através do seu sistema de auditoria relatou que o São José apresentou o valor de produção verdadeiro e o pagamento seria efetuado no valor de R$ 7,8 milhões, sendo que os números apresentados pelo hospital são superiores a R$ 14 milhões.

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Conforme Góes, a instituição vive em um impasse, pois a promessa de R$ 800 mil de recursos novos não existe mais e o contrato não tem um centavo a mais. “Há uma dificuldade econômica e a partir deste momento o hospital vem refletindo para buscar uma saída. Talvez a alternativa fosse prorrogar o contrato”, coloca.

Com a falta de repasse, o pronto-socorro da instituição está com um déficit de R$ 500 mil por mês. A responsabilidade é do município, sendo que o setor está com 15 parcelas em atraso referente ao sobreaviso.

Nesta terça-feira, dia 24, será realizada uma reunião na secretária de Saúde do Estado, em Florianópolis. “Estaremos presente tentando novos encaminhamentos”, destaca Góes.

De acordo com o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic) César Smielevski, o hospital enfrenta dois problemas, sendo o primeiro referente ao fluxo de caixa e o segundo é o fato da instituição atender regionalmente, atendendo 48 municípios da região Sul.

“Estão descarregando de uma maneira descriminada pacientes para o hospital. Quando passa a atender esse número grande de pacientes, o hospital deve tomar medidas para preservar o seu caixa. As prefeituras devem reativar seus postos de saúde, colocar em funcionamento as UPAs, fazer uma triagem para que os atendimentos no hospital diminuam”, frisa.

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