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Hospital São José trabalha na conscientização da doação e órgãos e tecidos

Por Redação Engeplus

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Esclarecer as dúvidas sobre a doação de órgãos e tecidos e ressaltar a importância deste ato solidário, este é o objetivo da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do hospital São José. Este ano foram abertos 14 protocolos e por meio da CIHDOTT e foram realizadas oito captações múltiplas. A equipe do hospital, preparada pela SC Transplantes – Central de Captação, Notificação e Distribuição de Órgãos e Tecidos de Santa Catarina, tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância da doação durante o ano inteiro.
"Estamos em uma luta constante para inserir na comunidade a aceitação da doação de órgãos, como já sabemos e reforçamos que somente os familiares podem aceitar a doação e hoje ainda existe muito preconceito em relação ao assunto, pois doar é um ato de amor e solidariedade ao próximo que necessita do transplante para continuar a viver”, ressalta enfermeira Amanda Cândido Neves, membro da CIHDOTT.

Saiba mais - Ainda em vida é possível fazer a doação de órgãos (rins, coração, fígado, pulmão e pâncreas) ou de tecidos, (córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como rim, medula óssea e parte do fígado pode ser doada ainda em vida.
Para a doação de órgãos de pessoas morrem, as doações só podem ser feitas depois da confirmação da morte encefálica (completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro). A situação geralmente é diagnosticada após a pessoa ter sofrido um traumatismo craniano, devido a um acidente de carro, queda de moto etc; ou após ter sofrido um acidente vascular cerebral (derrame) e a situação evoluiu para a morte encefálica. Assim, após a confirmação da morte encefálica, a pessoa pode, por meio dos familiares, autorizar a doação de órgãos.

O que diz a lei - A legislação brasileira estipula que a captação de órgãos só pode ser autorizada pelos familiares até quarto grau de parentesco. Por isso, é importante que o assunto seja divulgado e discutido de forma incansável entre as pessoas para que todas as dúvidas sejam esclarecidas, e para que desperte na população, a vontade de ser um doador, e o mais importante que comunique à família sobre o desejo.

Fique por dentro - O Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes. O Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes. Em Santa Catarina, só este ano já foram realizados mais de 111 transplantes até o mês de julho deste ano.

Colaboração: Katia Farias/Comunicação hospital São José

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