Engeplus
Saúde

Santa Catarina

HSJosé confirma que não administrará mais o HMISC

Decisão foi oficializada por meio entrevista coletiva. Município deve assumir a gestão do Santa Catarina em outubro

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira, dia 29, a direção do Hospital São José, de Criciúma, formalizou a decisão de entregar para a administração de Criciúma, a direção do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) a partir do dia 30 de setembro. A medida foi tomada após o não cumprimento das tratativas do acordo firmado no dia três de maio para colocar a maternidade do Santa Catarina em funcionamento no prazo de noventa dias. “A entidade tomou esta decisão devido ao não cumprimento do contrato, do cronograma para a transferência do serviço, bem como o repasse financeiro”, explica o assessor jurídico do hospital, Paulo Góes.

Publicidade

No início de maio, a direção do HSJosé informou a suspensão dos serviços a gestantes e recém-nascidos nos setores de obstetrícia e pediatria. Porém, essa suspensão foi cancelada temporariamente, por noventa dias, tempo necessário para que HMISC finalizasse as obras de implantação da ala materna da entidade.

Atualmente, 170 funcionário do HSJ atuam diretamente no atendimento de paciente no Santa Catarina. A dívida acumulada é superior a R$ 2 milhões. Destes, 1,425 milhão por parte do município e 700 mil por parte do Estado referente ao não cumprimento de repasse. A última liberação realizada pelo Governo Municipal ocorreu em novembro de 2012.

Publicidade

Mensalmente, o HSJosé realiza aproximadamente 180 partos, sendo 160 da rede pública de saúde. De acordo com o diretor técnico, Raphael Farias, além do rompimento com o HMISC, é possível que Criciúma também fique sem uma entidade de referência para o atendimento obstétrico, que, atualmente, também é prestado pelo São José. “Todas os hospitais que atendem a rede pública estão com dificuldades”, comenta. Entretanto, há um esforço para reverter a situação por parte da entidade em parceria com o Governo Municipal e Estadual para encontrar uma alternativa. “Tudo isso precisa de tempo, dinheiro e espaço físico. Estamos estudando a possibilidade de uma reformulação da estrutura”, explica.

Conforme o diretor administrativo do HSJosé, Laércio Ferrari, existe a possibilidade de que o Governo Estadual venha a intervir favoravelmente a revitalização do serviço obstetrício e da implantação de outros no município, mas tudo dependerá da liberação de recursos. “Tem a possibilidade do Estado se manifestar para que os serviços fiquem ativos. Precisamos rever a anuência do corpo clínico, são quase quatro anos sem reajuste dentre outros custos. É possível que a partir disso possa passar a funcionar o serviço de transplantes e endovascular”, antecipa.

Compartilhar:
Leia a seguirConsórcio Intermunicipal de Saúde da Amrec apresenta resultados positivos
Publicidade