Leilão
Içara segue em busca de verba para novo Paço
Por Redação Engeplus
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Será publicado até amanhã pela prefeitura de Içara um novo edital para a venda de 5,7 mil metros quadrados de dois terrenos da área central, pertencentes à prefeitura que, com a arrecadação, planeja construir o novo Paço Municipal. “Quem é contra esse negócio, é contra Içara, pois apenas queremos fazer um investimento para o município, para melhorar a vida do cidadão, e quem reclama está fazendo muito tarde, três meses depois de a Câmara dar aval”, comenta o prefeito Murialdo Gastaldon (PMDB), já respondendo aos críticos da transação.
A administração, porém, reconheceu um erro na modalidade de venda do espaço e, para a adequação, lança o edital reformulado e planeja realizar o leilão até o dia 20 de novembro. “São dois terrenos vizinhos que nunca serviram para nada, estão lá, criando mato e transtornos”, observa o prefeito. A primeira tentativa de leiloar as áreas, no final de agosto, não teve resultado positivo.
Uma obra de até R$ 7 milhões
O projeto de construção do novo Paço, que já está preparado e prevê uma edificação vertical de 7 mil metros quadrados de área construída, estima um custo aproximado de R$ 7 milhões. Na venda dos terrenos o arremate inicial será de R$ 2.985.000. “Esperamos conseguir um valor maior, pois o leilão não nos dará o volume suficiente de dinheiro para fazer toda a obra”, reconhece Gastaldon.

O prefeito elenca razões para a construção da nova sede do Executivo. “Hoje o cidadão vai em um endereço procurar a secretaria de Educação, outro para a Saúde, outro para o Planejamento, e assim vai, com pelo menos oito endereços diferentes para a administração e um custo mensal de R$ 100 mil em aluguéis”, relaciona.
Sem dinheiro para limpar lotes
Os terrenos que serão levados a leilão abrigaram, no passado, a caixa de embarque de carvão de Içara. “Hoje o município tem mais de 2,2 mil lotes de 300 a 400 metros quadrados, nos quais não temos como construir uma creche, uma escola, um posto de saúde, por causa do tamanho. Mas se pudéssemos vendê-los teríamos mais verbas para cuidar da cidade”, comenta Gastaldon. Atualmente, a prefeitura não tem sequer verba para manter essas áreas limpas. “Não temos mesmo”, confirma.



